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Economia

Cinelli contesta inclusão de empresas “saudáveis” na cautelar e formaliza saída da Apex

Ex-presidente da Apex formalizou a renúncia a todos os cargos nas empresas do grupo. Defesa também questionou inclusão de "empresas solventes" em medida cautelar


Fernando CInelli pediu na Justiça para não constar em nenhuma empresa da Apex. Crédito: Reprodução de redes sociais

O empresário Fernando Antonio Kulnig Cinelli formalizou a renúncia a todos os cargos de administração, direção, gerência ou representação que ainda constem em seu nome nas empresas do Grupo Apex. A defesa protocolou o documento na Justiça nesta terça-feira (25). E, do mesmo modo, pediu que a saída produza efeitos retroativos a 5 de agosto, data em que o Conselho de Administração o afastou da presidência da Apex Partners.

Cinelli também questionou a inclusão de empresas que classifica como “financeiramente solventes” no polo ativo da cautelar preparatória para uma eventual recuperação judicial. A iniciativa tenta estabelecer um limite para sua responsabilidade após o afastamento, porém não afasta a apuração sobre decisões tomadas durante sua gestão.

A defesa apresentou a notificação no processo de produção antecipada de provas que Cinelli move contra a Apex Partners e outras empresas do grupo, na 7ª Vara Cível de Vitória. No pedido, ele afirma que perdeu o acesso aos sistemas, às contas de e-mail, aos documentos e às informações das companhias em 5 de agosto. Por isso, sustenta que deixou de participar das decisões operacionais, financeiras e societárias desde aquela data.

Cinelli afirma que o Grupo Apex reúne mais de 150 sociedades. E que seu nome ainda aparece nos registros de várias delas como administrador, diretor, conselheiro ou representante legal. A notificação exige que a companhia retire essas referências da Junta Comercial, da Receita Federal, da Comissão de Valores Mobiliários, de outros órgãos públicos e das instituições financeiras em até 48 horas. O empresário também cobra comprovantes das alterações e ameaça adotar novas medidas judiciais caso o grupo não cumpra a exigência.

Alegação sobre empresas saudáveis

Outro ponto da manifestação atinge diretamente a cautelar ajuizada pelo Grupo Apex. Cinelli afirma que não autorizou, não ratificou nem participou da inclusão das empresas no polo ativo da ação, protocolada em 6 de agosto, um dia depois de seu afastamento.

Segundo ele, o processo abrange “diversas pessoas jurídicas financeiramente solventes” e pode não ter contado com as deliberações societárias necessárias. A notificação, no entanto, não identifica quais seriam essas empresas nem apresenta balanços, documentos financeiros ou atas que comprovem as alegações.

A defesa também sustenta que todos os contratos, atos e decisões adotados a partir de 5 de agosto devem ficar sob responsabilidade exclusiva dos atuais administradores. A renúncia pode encerrar formalmente seus poderes de gestão, mas não apaga atos anteriores. Caberá à auditoria e à Justiça verificar o papel do ex-presidente nas decisões tomadas enquanto comandou a Apex. E ainda nas inconsistências financeiras que provocaram seu afastamento.

Folha Vitoria

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