Foto: André Sobral O secretário de Segurança Urbana, Amarílio Boni, lembrou da trajetória da comandante dentro da corporação e do reconhecimento pelo trabalho.
A base da Guarda Civil Municipal de Vitória, em Jucutuquara, passa a ter um novo nome. O prefeito Lorenzo Pazolini sancionou, na manhã desta quinta-feira (2), a lei que batiza o espaço como “Base Operacional Comandante Dayse Barbosa Mattos”.
O local, conhecido como Fábrica de Ideias, já funciona como base da corporação, mas deve passar por uma reforma para melhorar a estrutura. A proposta é que o espaço também abrigue uma central tecnológica voltada ao monitoramento e à gestão de serviços urbanos.
A mudança no nome é uma homenagem à comandante Dayse, morta no último dia 23 de março, em Vitória. A lei foi proposta pela vereadora Mara Maroca e aprovada pela Câmara Municipal no fim de março.
Dayse foi assassinada a tiros dentro de casa. Segundo as investigações, o autor foi o ex-namorado, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que invadiu o imóvel, atirou contra ela e depois tirou a própria vida.
Durante a sanção da lei, o prefeito destacou o momento de comoção e o significado da homenagem. “Hoje é um dia muito representativo para a nossa cidade. E, sendo muito franco, nenhum de nós gostaria de estar aqui neste momento. Gostaríamos de estar celebrando conquistas como a redução da mortalidade no trânsito, a queda da letalidade violenta, os avanços da segurança. Mas fomos surpreendidos por um momento de perplexidade, com um misto de indignação, revolta e, ao mesmo tempo, gratidão pelo trabalho que foi feito. Nos momentos mais difíceis é que o ser humano mais aprende, e hoje é um dia de muitas lições”, destacou.
Ele também ressaltou o legado deixado pela comandante. “E foi essa relação de confiança que ela construiu com a instituição, com os colegas e com a sociedade. A cada operação, a cada ação, a cada vida salva, esse vínculo se fortalecia”, afirmou.
O secretário de Segurança Urbana, Amarílio Boni, lembrou da trajetória da comandante dentro da corporação e do reconhecimento pelo trabalho.
“Quando assumi o cargo de secretário de segurança, Dayse era coordenadora. O nome dela chegou para o cargo de comandante pela competência, pelo trabalho que entregava e pelo caráter que ela tinha para representar a Guarda de Vitória. A Dayse era uma grande mulher e demonstrou isso para todo mundo”, disse.
Segundo ele, a própria comandante já defendia que o espaço se tornasse a sede da Guarda. “Ela disse que não abriria mão, enquanto fosse comandante, que a Guarda de Vitória perdesse a sua casa. Esse lugar simboliza a sede da instituição e depois da reforma vai ser ainda maior em razão de abrigar a central tecnológica”, concluiu.
A prefeitura informou que a reformulação do espaço deve ampliar a capacidade de atuação da Guarda e reforçar o sistema de monitoramento na capital. Os prazos e valores das obras não foram divulgados.
Fonte: ES HOJE