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Policiais cobravam propina de R$ 25 mil para não prender traficantes, diz acusado

Foto: Reprodução PCESUm dos suspeitos de tráfico afirmou que pagou ao policial civil Eduardo Tadeu Ribeiro Batista Cunha para não ser preso

Por Redação em 01/04/2026 às 05:00:11
Oito acusados já viraram réus:

Oito acusados já viraram réus:

Um dos presos por tráfico na operação que investiga desvios de drogas apreendidas, identificado apenas como Richard, afirmou que já fez negócios com policiais do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc).

Em depoimento, ele confessou que chegou a pagar R$ 25 mil de propina para o policial civil Eduardo Tadeu Ribeiro Batista Cunha. Segundo Richard, o valor foi pago para evitar sua prisão. O investigado também virou informante do policial. Em seu relato, ele admitiu ter comprado 50 quilos de maconha dos policiais investigados por atuar com o tráfico.

Meses depois, após não colaborar mais com os agentes, Richard foi preso com 207 quilos de drogas. No entanto, afirma que havia pelo menos o dobro em sua casa no momento do flagrante.

A Operação Turquia foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (Ficco/ES) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco/MPES), dando continuidade ao desmantelamento de organização criminosa composta por servidores públicos envolvidos com o tráfico de drogas.

Ao todo, são quatro policiais civis investigados na operação. Todos estão afastados das suas funções e, agora, dois estão presos. A suspeita é de que eles tenham envolvimento com umafacçãoligada aoPrimeiro Comando da Capital (PCC).

Também foram cumpridostrês mandados de busca e apreensão, assim como uma medida cautelar de afastamento de função pública. A Justiça do Espírito Santo recebeu a denúncia doMinistério Público, denunciou e tornouoito pessoas résno processo.

Alessandro Tiago Silva Dutra, policial civil

Eduardo Tadeu Ribeiro Batista da Cunha, policial civil (preso)

Erildo Rosa Júnior, policial civil (preso)

Eduardo Aznar Bichara, policial civil

Rod Wudson Teixeira dos Santos

As investigações tiveram início a partir da prisão em flagrante de um dos principais líderes do tráfico de drogas na região da Ilha do Príncipe, emVitória, em fevereiro de 2024.

As investigações apontaram que parte das drogas apreendidas em ações policiais eram desviadas para a própriaorganização criminosa.

Umafração dos entorpecentes não era devidamente registrada nos boletins de ocorrência, sendo posteriormente repassada a intermediários ligados ao grupo.

Além do desvio das drogas, os agentes são suspeitos derepassar informações sigilosas e receber propinapara favorecer a atuação de integrantes da facção criminosa.

As investigações também apontam que parte dos policiais investigados teriaomitido prisões e favorecido integrantes do grupo criminoso.

Na primeira fase da operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária e três medidas cautelares de afastamento das funções públicas de policiais civis lotados no Denarc.

Fonte: Folha Vitória

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