Oito acusados já viraram réus:
O policial civil Eduardo Tadeu Ribeiro Batista Cunha, do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc), preso no dia 7 de novembro de 2025 durante uma operação que investiga desvios de drogas apreendidas, recebeu salários nos últimos quatro meses, ultrapassando R$ 47 mil.
Segundo o Portal da Transparência, o policial recebeu nos meses de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro os valores de R$ 12.190,99, R$ 13.454,70, R$ 11.140,60 e R$ 10.582,35, respectivamente.
A suspeita é de que ele e outros policiais presos tenham envolvimento com facçãoligada aoPrimeiro Comando da Capital (PCC).
A investigação ocorre no contexto daOperação Turquia,realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (Ficco/ES) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Espírito Santo (Gaeco/MPES), com apoio da Corregedoria da Polícia Civil.
Quatro policiais investigados
Maiscinco mandados de prisão temporáriaforam cumpridos na segunda fase daOperação Turquia, deflagrada no dia 18 de março no Espírito Santo.Um policial civil, que anteriormente havia sido afastado de suas funções, é um dos que teve a prisão temporária decretada.
Ao todo, são quatro policiais civis investigados na operação. Todos estão afastados das suas funções e, agora, dois estão presos. O policial alvo da última operação éErildo Rosa Júnior.
Também foram cumpridostrês mandados de busca e apreensão, assim como uma medida cautelar de afastamento de função pública.
A Justiça do Espírito Santo recebeu a denúncia doMinistério Público, denunciou e tornouoito pessoas résno processo.
Alessandro Tiago Silva Dutra, policial civil
Eduardo Tadeu Ribeiro Batista da Cunha, policial civil
Erildo Rosa Júnior, policial civil
Eduardo Aznar Bichara, policial civil
Rod Wudson Teixeira dos Santos
As investigações tiveram início a partir da prisão em flagrante de um dos principais líderes do tráfico de drogas na região da Ilha do Príncipe, emVitória, em fevereiro de 2024.
As apurações apontaram que parte das drogas apreendidas em ações policiais eram desviadas para a própriaorganização criminosa.
Umafração dos entorpecentes não era devidamente registrada nos boletins de ocorrência, sendo posteriormente repassada a intermediários ligados ao grupo.
Além do desvio das drogas, os agentes são suspeitos derepassar informações sigilosas e receber propinapara favorecer a atuação de integrantes da facção criminosa.
As investigações também apontam que parte dos policiais investigados teriaomitido prisões e favorecido integrantes do grupo criminoso.
Fonte: Folha Vitória