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DA CONDENAÇÃO À LEI: A VIRADA POLÍTICA QUE SALVOU A CAVALGADA DA PENHA

Por Fabricio em 02/04/2026 às 18:15:57

Após cumprir pena alternativa em batalhão da polícia militar, o vereador Alex Recepute oficializa tradição da cavalgada em Vila Velha e garante segurança jurídica para a edição de 2026.

O que em 2024 foi caso de polícia e Ministério Público, em 2025 consolida-se como patrimônio garantido por lei. A tradicional Cavalgada da Penha, caminha para sua maior edição histórica este ano, carrega nos bastidores uma trama de superação política e institucional que transformou a desordem em política pública.

O Preço da Tradição

A trajetória para a formalização do evento não foi simples. Em 2024, os apoiadores das comitivas, o Sr. Alex Recepute e Ezenildo da Vitória Gomes, enfrentaram o rigor da lei. Acusados de desobediência e desordem por realizarem o evento, os organizadores firmaram um acordo de transação penal com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

O resultado foi uma punição pedagógica: meses de serviços comunitários no 4º Batalhão da Polícia Militar, no Ibes, onde os atuais protagonistas da festa realizaram desde a limpeza de pátios até a lavagem de viaturas e banheiros.

A resposta das urnas e a caneta do Legislador

O revés jurídico, contudo, não freou o capital político de Recepute. Eleito com mais de 2.500 votos no mesmo ano, ele transformou o episódio em plataforma de ação. Em 2025, logo no início do mandato, o parlamentar emplacou a Lei nº 7.165/2025, criando o "Dia Municipal das Comitivas e das Cavalgadas Tradicionais".

A legislação foi o divisor de águas:

Segurança Jurídica: O evento passou a integrar o calendário oficial de Vila Velha.

Data Estratégica: Celebrada anualmente no Domingo de Páscoa, vinculando a fé à abertura oficial da Festa da Penha.

Estrutura de Estado: Conta com o suporte direto da Guarda Municipal e da Gerência de Bem-Estar Animal.

Edição 2026:


Tradição com Rigor Técnico

Para este ano, a organização mantém o padrão de excelência estabelecido em 2025, onde o "bem-estar" deixou de ser apenas um conceito, para se tornar uma regra fiscalizada. O protocolo de segurança para a romaria inclui:

Proteção Animal: Monitoramento contínuo por veterinários da prefeitura para garantir a integridade dos equinos.

Tolerância Zero no Trânsito: Aplicação de testes de etilômetro (bafômetro) pela Guarda Municipal em todos os condutores.

Restrição de Idade: Proibição estrita de cavaleiros menores de 16 anos montados, visando a segurança dos romeiros e do público.

"A cavalgada é a identidade do povo Canela Verde. Saímos do banco dos réus para o Diário Oficial, provando que a devoção e o respeito às raízes podem e devem caminhar junto com a lei", afirma o vereador Alex Recepute.

Com o apoio da Prefeitura de Vila Velha, a Cavalgada da Penha 2026 não é apenas um ato de fé, mas o símbolo de uma tradição que aprendeu a se modernizar para sobreviver.

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