Mãe fala sobre estupro sofrido pela filha com deficiência em Cariacica. Foto: Reprodução/TV Vitória
Um taxista de 54 anos foi preso em flagrante suspeito de estuprar a enteada, uma jovem de 22 anos com deficiência intelectual, em Cariacica na noite de terça-feira (31). O crime foi descoberto pela mãe da vítima, que ouviu os gritos de dor da filha e conseguiu impedir a ação do suspeito.
Segundo relato da mãe, ela havia chegado da igreja e decidiu descansar em casa. Durante um cochilo, foi despertada pelos gritos desesperados da filha. Ao tentar sair do quarto, percebeu que a porta estava trancada por fora.
A mulher forçou a porta até conseguir sair. Ao deixar o cômodo, viu o taxista saindo do quarto da jovem, vestindo apenas um short e correndo em direção ao banheiro.
A vítima foi encontrada chorando e em estado de choque. Diante da situação, a mãe expulsou o suspeito da residência e, ainda durante a madrugada, saiu em busca de ajuda policial.
Eu ouvi o grito de dor, de desespero. Quando consegui abrir a porta, ele já estava saindo do quarto da minha filha.
Suspeita de abusos anteriores
Na delegacia, a jovem passou por escuta especializada e contou que os abusos não teriam ocorrido apenas naquele dia. Segundo a mãe, ela descobriu que a filha vinha sofrendo violência sexual há algum tempo, mas tinha medo de contar o que estava acontecendo.
De acordo com o relato, o suspeito utilizava pressão psicológica para manter o silêncio da vítima, afirmando que a família poderia passar necessidade caso ela denunciasse, já que ele ajudava com despesas como aluguel e alimentação.
Ela tinha medo da gente passar necessidade. Ele mexia muito com o psicológico dela, falando sobre comida, aluguel e sustento da casa.
A jovem, apesar de ter 22 anos, possui deficiência intelectual e apresenta comportamento semelhante ao de uma criança, o que a torna ainda mais vulnerável.
Após a denúncia, o homem foi localizado e preso em flagrante e encaminhado ao presídio de Viana, onde permanece à disposição da Justiça.
O caso é investigado como estupro de vulnerável, crime previsto no Código Penal brasileiro, que prevê pena de 8 a 15 anos de reclusão, podendo ser maior em caso de agravantes.
Mãe pede apoio psicológico para a filha
Abalada, a mãe da vítima relatou que se sente devastada com o ocorrido e fez um apelo por ajuda especializada para a filha, que enfrenta agora as consequências emocionais do trauma.
Ela também orientou outros pais e responsáveis a observarem sinais de comportamento e mudanças na rotina dos filhos, reforçando a importância da atenção dentro do ambiente familiar.
Eu não consegui proteger minha filha. Peço para que os pais observem mais, escutem mais os filhos e prestem atenção em cada detalhe dentro de casa.
A jovem está recebendo acompanhamento médico e permanece sob cuidados da família.
*Com informações da repórter Suellen Araújo, da TV Vitória/Record
Fonte: Folha Vitória