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Saúde

PMMA ou ácido hialurônico? Entenda as diferenças entre os preenchedores faciais

PMMA ou ácido hialurônico? Entenda as diferenças entre os preenchedores, os riscos, a durabilidade e por que um deles foi proibido pelo CFM


A decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) de proibir médicos de utilizarem PMMA para fins estéticos reacendeu uma dúvida comum entre pacientes que buscam procedimentos de harmonização facial e preenchimento corporal: afinal, qual é a diferença entre PMMA e ácido hialurônico?

Embora ambos sejam utilizados para dar volume, corrigir assimetrias e melhorar contornos faciais, as substâncias possuem características bastante diferentes quando o assunto é segurança, durabilidade e possíveis complicações.

Entender essas diferenças é fundamental para quem pensa em realizar algum procedimento estético ou já passou por aplicações no passado.

O QUE É O PMMA?

O polimetilmetacrilato, conhecido pela sigla PMMA, é um material sintético formado por microesferas plásticas suspensas em um gel.

Sua principal característica é ser permanente. Depois de aplicado, o organismo não consegue absorver ou eliminar completamente a substância.

Por esse motivo, o resultado tende a durar por muitos anos. Em alguns casos, pode permanecer no corpo por toda a vida.

Essa mesma característica que atraiu pacientes em busca de resultados duradouros também passou a gerar preocupação entre especialistas.

Segundo o CFM, o PMMA pode provocar complicações que surgem meses ou até anos após a aplicação, incluindo inflamações crônicas, formação de nódulos, migração do produto e deformidades permanentes.

O QUE É O ÁCIDO HIALURÔNICO?

O ácido hialurônico possui uma origem completamente diferente.

Trata-se de uma substância naturalmente presente no organismo humano, especialmente na pele, articulações e tecidos conjuntivos.

Na medicina estética, ele é utilizado para preencher sulcos, aumentar volume dos lábios, definir contornos faciais e suavizar sinais do envelhecimento.

Ao contrário do PMMA, o ácido hialurônico é absorvido gradualmente pelo organismo.

Dependendo do produto utilizado e da região tratada, os resultados costumam durar entre 8 e 24 meses.

PRINCIPAL DIFERENÇA ESTÁ NA REVERSIBILIDADE

Um dos fatores mais importantes na comparação entre PMMA ou ácido hialurônico é a possibilidade de reversão.

Quando ocorre alguma intercorrência com o ácido hialurônico, os médicos podem utilizar uma enzima chamada hialuronidase para dissolver o produto rapidamente.

Essa possibilidade aumenta a margem de segurança em situações de emergência.

Já o PMMA não possui antídoto. Caso aconteça alguma complicação, a remoção costuma ser muito mais difícil e frequentemente exige procedimentos cirúrgicos complexos, que nem sempre conseguem retirar todo o material aplicado.

POR QUE O PMMA FOI PROIBIDO PELO CFM?

A resolução publicada pelo Conselho Federal de Medicina entrou em vigor após anos de debates sobre a segurança da substância.

Segundo o órgão, os riscos associados ao PMMA superam os benefícios de seu uso para finalidades estéticas e reparadoras.

Entre as complicações relatadas estão:

Reações inflamatórias persistentes.

Migração do material para outras áreas do corpo.

Problemas renais associados a alterações metabólicas.

Além disso, especialistas alertam que algumas complicações podem aparecer muitos anos após a aplicação, dificultando o acompanhamento e o tratamento.

O ÁCIDO HIALURÔNICO É TOTALMENTE LIVRE DE RISCOS?

Não. Apesar de ser considerado mais seguro, o ácido hialurônico também exige cuidados e deve ser aplicado apenas por profissionais habilitados.

Aplicações incorretas podem causar infecções, assimetrias, nódulos e até obstruções vasculares.

A diferença é que, na maioria das situações, existe a possibilidade de reversão com o uso da hialuronidase, reduzindo o risco de danos permanentes.

Por isso, a avaliação médica continua sendo indispensável antes de qualquer procedimento estético.

QUEM JÁ TEM PMMA NO CORPO PRECISA SE PREOCUPAR?

A proibição do CFM não significa que todas as pessoas que receberam PMMA apresentarão complicações.

Muitos pacientes convivem com o material há anos sem sintomas relevantes.

No entanto, especialistas recomendam atenção a sinais como dor persistente, vermelhidão, endurecimento da região, nódulos ou alterações no formato da área tratada.

Nesses casos, a orientação é procurar avaliação médica para investigação adequada.

QUAL É A OPÇÃO MAIS UTILIZADA ATUALMENTE?

Nos últimos anos, o ácido hialurônico se consolidou como o principal preenchedor utilizado na medicina estética.

Além dos resultados naturais, a possibilidade de correção e reversão contribuiu para sua popularização entre médicos e pacientes.

Com a nova resolução do CFM, a tendência é que o debate sobre segurança dos procedimentos estéticos ganhe ainda mais espaço, especialmente entre pessoas que buscam tratamentos faciais e corporais de longa duração.

Por isso, mais importante do que escolher entre PMMA ou ácido hialurônico é entender os riscos, benefícios e limitações de cada técnica antes de tomar qualquer decisão relacionada à saúde e à estética.

Folha Vitória

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