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Saúde

Carga ou repetição? Veja o que dá mais resultado na academia

Especialistas explicam quando usar mais carga ou mais repetições e evitar lesões


Imagem de prostooleh no Freepik

Se você está inserido no mundo da musculação, provavelmente já se deparou com uma dúvida muito comum entre os frequentadores das academias: afinal, é melhor focar em repetição ou em carga?

A resposta, segundo os especialistas, não é tão objetiva e depende de fatores como o objetivo, o tempo disponível e a qualidade da execução.

Qual é mais indicado e quando mudar o treino?

Segundo o personal trainer Gabriel Matielo, de modo geral, séries com poucas repetições e cargas mais altas são mais indicadas quando o foco é o ganho de força, pois estimulam o sistema nervoso a recrutar mais fibras musculares.

Já a faixa intermediária, entre seis e doze repetições, é a mais utilizada por quem busca hipertrofia e também pode contribuir para o emagrecimento, já que o aumento da massa muscular melhora o gasto calórico e a composição corporal.

Séries com repetições mais altas, entre dez e quinze, costumam ser feitas com cargas menores e são úteis para resistência muscular e para iniciantes, que ainda estão desenvolvendo a técnica dos movimentos.

Entretanto, Gabriel destaca que variar o treino é essencial para continuar evoluindo.

O corpo se adapta rapidamente aos estímulos, e manter sempre o mesmo padrão pode levar à estagnação. Alternar fases com diferentes volumes e intensidades, além de ajustar descanso e execução, ajuda a manter o progresso e a motivação.

Gabriel Matielo, personal trainer

Qualidade da execução exercícios de mobilidade

A fisioterapeuta Thatiane Maia explica que o uso de cargas é fundamental para o desenvolvimento de força e massa muscular. Porém, quando aplicado de forma inadequada, pode aumentar significativamente o risco de lesões.

“Cargas mais elevadas exigem controle técnico e consciência corporal. Executar exercícios acima da capacidade ou sem domínio pode gerar sobrecarga nas articulações, distensões musculares e até lesões mais graves, especialmente na coluna“, aponta a especialista.

A falta de mobilidade e flexibilidade também compromete a execução correta dos exercícios, favorecendo compensações musculares e aumentando o risco de lesões. “Fatores como progressão acelerada de carga, ausência de aquecimento e desrespeito aos limites são erros comuns.”

Evolução de treino não é apenas aumentar o peso

Gabriel reforça que a evolução no treino não depende apenas de aumentar o peso. Melhorar a execução, ajustar o número de séries, repetições e o tempo de descanso também são formas eficazes de progredir. “Treinar melhor é tão importante quanto treinar mais pesado”, explica.

Além disso, os especialistas apontam que resultados consistentes também dependem de alimentação adequada, sono de qualidade e regularidade nos treinos.

Mais do que escolher entre carga ou repetição, o segredo está no equilíbrio entre intensidade, técnica, recuperação e constância, garantindo evolução de forma segura e contínua.

Thatiane Maia, fisioterapeuta

Folha Vitória

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