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Economia

Céu de brigadeiro: importação de aeronaves pelo ES bate R$ 1,6 bilhão em dois meses

Só em fevereiro, alta foi de 23,3% em relação a 2025. Nacionalização de tripulações no Aeroporto de Vitória deve impulsionar ainda mais importação de aeronaves pelo ES


O Embraer Praetor 600 é uma das aeronaves de alto padrão mais importadas pelo ES. Crédito: Divulgação

A importação de itens de alto valor no Espírito Santo está nas alturas. Nos dois primeiros meses de 2026, as aeronaves responderam por US$ 310 milhões (R$ 1,6 bilhão) das importações do Estado. Somente em fevereiro, o crescimento foi de 23,3% em relação ao mesmo período do ano passado. As informações são do Comex Stat, o sistema oficial do governo brasileiro para consulta e extração de estatísticas de comércio exterior. Ou seja, o Espírito Santo é um dos hubs mais importantes do país na importação de bens de alto valor.

Grande parte das aeronaves utiliza o Estado apenas como porta de entrada para o processo de nacionalização antes de seguir para seus destinos finais. No entanto, o fluxo gera impactos diretos na economia local. O movimento impulsiona a arrecadação, amplia a movimentação aeroportuária e estimula a oferta de serviços especializados de alto valor agregado.

Além dos atrativos de incentivos fiscais e localização próxima a grandes centros, o Espírito Santo conta com outra vantagem competitiva que faz muita diferença. Desde janeiro deste ano o Aeroporto de Vitória está habilitado para realizar o processo de imigração de tripulações de aeronaves executivas internacionais. Com isso, todo o procedimento de nacionalização pode ser concluído Vitória. Ou seja, não há a necessidade de escalas em outros aeroportos brasileiros.

Nacionalização: trunfo no mercado de aeronaves

A advogada especializada em direito aduaneiro, marítimo e portuário, Luciana Mattar Vilela Nemer, avalia a nacionalização de tripulações no Aeroporto de Vitória como um trunfo importante. Antes, aeronaves vindas do exterior precisavam realizar paradas adicionais em outros estados para o cumprimento das exigências migratórias. “Essa etapa aumentava custos operacionais e prolongava o tempo de nacionalização. Era uma demanda histórica do comércio exterior”, afirma a advogada.

A advogada garante que a mudança representa um ganho relevante de eficiência. “A possibilidade de realizar todos os trâmites por aqui reduz custos logísticos, encurta prazos e traz mais previsibilidade para os importadores. Além de já se destacar pela estrutura fiscal e logística, o Estado dá um passo importante para consolidar um ecossistema ainda mais robusto ligado à importação de bens de alto valor”.

Folha Vitoria

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