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Ida de Felipe Rigoni para o partido de Casagrande não foi bem recebida pela UP
O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelos Santos (União Brasil), fez postagens nessa sexta-feira (20) em que aparece em inaugurações do Governo do Estado em municípios das regiões noroeste e norte. Em uma das imagens, ele aparece de braços dados com o governador Renato Casagrande (PSB). O registro não deixa de ter certo simbolismo, tendo em vista ruídos recentes.
A superfederação União Progressista (UP), da qual Marcelo Santos faz parte, não gostou nada do anúncio de migração do secretário estadual de Meio Ambiente e ex-deputado federal, Felipe Rigoni, saindo do União Brasil para retornar ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), de Casagrande.
A insatisfação foi pontuada por meio de uma nota curta, publicada pouco antes do Carnaval, assinada justamente por Marcelo, avisando que a decisão não foi bem recebida. O deputado disse ainda que “o União acompanha com atenção o movimento de desfiliação” e que “a política é construída a partir de sinais, gestos e, sobretudo, do compromisso coletivo com projetos maiores”.
Felipe Rigoni teve desencontros internos com Marcelo Santos no União Brasil, tendo sido escanteado pelo presidente estadual da sigla. Mesmo assim, era considerado como um todo importante para a chapa de deputados federais, tendo em vista os 63,3 mil votos que recebeu em 2022. Além disso, o fato de Rigoni ter sido atraído justamente pelo partido do governador pode ter soado como uma espécie de facada nas costas.
Apesar disso, nas postagens mais recentes nas redes sociais, Marcelo Santos agiu como se nada tivesse acontecido. “Em Vila Pavão, anunciamos recursos autorizados pela Assembleia Legislativa para que o Governo do Estado transforme planejamento em melhorias reais, que chegam até as pessoas dos 78 municípios capixabas”, exaltou, reiterando também a parceria com Casagrande.
Por enquanto, Marcelo parece ter em mente os ganhos em visibilidade ao participar de inaugurações do governo estadual pelo Estado afora. Mas a federação União Progressista não é unânime em relação ao apoio a Renato Casagrande, e qualquer gesto pode servir de argumento para uma debandada.
Entre os membros da União Progressista está o deputado federal bolsonarista Evair de Melo (PP), que aguarda as definições sobre os rumos da federação nas eleições 2026 para decidir se fica no Progressista e para qual cargo se candidatará. Ele está linha de frente das articulações na pré-candidatura do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), a governador.
Outra figura importante da federação, o deputado federal Da Vitória (PP), por enquanto, mantém apoio a Renato Casagrande. No entanto, também tem bom trânsito com Pazolini e a vice-prefeita de Vitória, Cris Samorini, é filiada ao PP. Poderá pesar na escolha qual dos grupos atenderá a seus objetivos eleitorais. Da Vitória é cotado como pré-candidato a senador e até mesmo como vice em uma das chapas de governador.
Uma eventual saída da UP poderia colocar em xeque a viabilidade da frente ampla governista. O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (PSDB), era um aliado e agora protagoniza um movimento de dissidência no grupo de Casagrande.
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Fonte: Século Diário