O fim da escala 6×1, que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, exigirá mudanças na organização das escalas, nos turnos e nos regimes de compensação da indústria de rochas naturais do Espírito Santo. A avaliação é do Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Estado do Espírito Santo (Sindirochas).
Nesta quarta-feira (28), o sindicato reuniu cerca de 80 participantes em uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) virtual para discutir as mudanças. Assim, para o setor, a adequação exige atenção às diferentes atividades, que incluem extração, beneficiamento e comercialização. Além disso, as empresas precisarão avaliar os regimes de compensação previstos nas convenções coletivas vigentes.
Segundo o assessor jurídico trabalhista do Sindirochas, Henrique Nelson Ferreira, a Comissão de Negociação Patronal já começou a avaliar os impactos da nova legislação e as possibilidades de adequação.
A proposta é estudar diferentes modelos de jornada e escalas, identificar os pontos que dependem de negociação coletiva e apresentar as alternativas às empresas antes do início das tratativas com a representação dos trabalhadores.
Henrique Nelson Ferreira, assessor jurídico trabalhista do Sindirochas
Além disso, o sindicato abriu um formulário para receber dúvidas e sugestões das empresas sobre as mudanças nas escalas e jornadas.
Agora, a Comissão de Negociação Patronal dará continuidade à análise dos ajustes necessários à Convenção Coletiva de Trabalho 2026-2028, firmada com o Sindimármore, e às demais convenções do setor.
A Emenda Constitucional nº 141/2026 estabelece uma transição gradual, sem redução salarial. Em dezembro deste ano, a jornada máxima cairá para 42 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. Já em dezembro de 2027, o limite passará para 40 horas.
Folha Vitoria