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Economia

BNDES dobra crédito aprovado para o Espírito Santo e libera R$ 3,85 bilhões

As micro, pequenas e médias empresas concentraram R$ 3,33 bilhões dos recursos aprovados, com crescimento de 131% em relação a 2025


O volume de recursos desembolsados pelo BNDES para o Espírito Santo foi de R$ 2,03 bilhões neste 1º semestre. Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ampliou a aprovação de crédito para o Espírito Santo no 1º semestre de 2026, chegando a R$ 3,85 bilhões. Esse valor aprovado corresponde a mais que o dobro para o mesmo período de 2025 (R$ 1,48 bilhões), que subiu 159,2%.

Os recursos aprovados atenderam todos os setores da economia, como infraestrutura (R$ 1,72 bilhão), agropecuária (R$ 1,35 bilhão), comércio e serviços (R$ 568,5 milhões) e indústria (R$ 209,9 milhões).

Micro, pequenas e médias empresas foram responsáveis por R$ 3,33 bilhões do crédito aprovado, crescimento de 131,3% em relação a 2025 (R$ 1,44 bilhão).

Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os números refletem a ampliação do papel do banco no financiamento da economia.

“Os números mostram a retomada do papel do BNDES como parceiro do desenvolvimento. O Banco tem impulsionado setores estratégicos, do agronegócio à indústria, passando por infraestrutura, comércio e serviços”, afirmou.

Mercadante destacou ainda que o banco financia atualmente um pacote de investimentos de R$ 1,9 bilhão no Espírito Santo. Os projetos incluem ações de prevenção de enchentes, ampliação da mobilidade urbana, modernização da infraestrutura logística e redução das emissões de poluentes.

Ações com impacto direto na qualidade de vida das pessoas. Em infraestrutura, o volume de aprovação no estado cresceu 426,2%; de agropecuária, 100,8%; e para indústria, 91,4%, ante o mesmo período de 2025.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES

O volume de recursos desembolsados pelo BNDES para o Espírito Santo foi de R$ 2,03 bilhões neste 1º semestre, aumento de 87,5% ante 2025. Os dados são do resultado do 1º semestre do BNDES, divulgados nesta quarta-feira (12).

Desde 2023, o BNDES aprovou para o Espírito Santo um total de R$ 17,84 bilhões. O volume é 673,5% superior ao aprovado entre 2019 e o 1º semestre de 2022 (R$ 2,31 bilhões).

As aprovações de crédito para a Região Sudeste alcançaram R$ 44,99 bilhões no 1º semestre de 2026, valor 15,1% superior ao realizado no mesmo período de 2025 (R$ 39,08 bilhões). Os valores aprovados neste semestre atenderam diferentes setores, como infraestrutura (R$ 19,83 bilhões), indústria (R$ 11,42 bilhões), comércio e serviços (R$ 8,4 bilhões) e agropecuária (R$ 5,34 bilhões).

Do total das aprovações, R$ 21,43 bilhões foram para micro, pequenas e médias empresas, ante R$ 9,95 bilhões no período anterior, acréscimo de 115,3%. O volume de desembolso chegou a R$ 29,67 bilhões, ante R$ 19,95 bilhões no mesmo período de 2025.

Para a região, as aprovações desde 2023 chegaram a R$ 300,3 bilhões, valor 172,5% superior ao registrado entre 2019 e o 1º semestre de 2022 (R$ 110,2 bilhões).

O BNDES registrou lucro recorrente de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 25% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, o lucro recorrente chegou a R$ 17,1 bilhões, recorde histórico da instituição.

Os resultados financeiros também revelaram que o BNDES atingiu pela primeira vez na história ativos totais de R$ 1,05 trilhão, além do recorde histórico de R$ 181 bilhões no Patrimônio Líquido, reflexo da sustentabilidade e da solidez do Banco.

O desempenho operacional da instituição também segue com resultados robustos, com valores de consultas, aprovações e desembolsos superando as marcas dos últimos anos.

O total de aprovações de crédito e operações garantidas aumentou 19% ante primeiro semestre de 2025. Com injeção de crédito de R$ 154 bilhões, sendo R$ 43,4 bilhões em garantias.

As aprovações de crédito somaram R$ 110,6 bilhões, aumento de 52% ante 1º semestre de 2025. Os maiores crescimentos foram observados no crédito à infraestrutura (+ 91%) e agropecuária (+ 46%), somando R$ 46 bilhões e R$ 24,8 bilhões, respectivamente. Os créditos ao comércio e serviços somaram R$ 17,3 bilhões (+ 27%) e à indústria R$ 22,5 bilhões (+ 24%).

Folha Vitoria

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