O Banestes alcançou lucro líquido de R$ 226 milhões no primeiro semestre de 2026, o maior resultado semestral de sua história. Com 89 anos, este é o maior resultado semestral da história do banco capixaba. O lucro recorde nos seis primeiros meses de 2026 superou o resultado do ano de 2019. Do mesmo modo, o valor supera em 16,7% o lucro do mesmo período de 2025. Além disso, o segundo trimestre ganhou força. Entre abril e junho, o banco lucrou R$ 135 milhões, alta de 49,2% sobre os três primeiros meses do ano.
O crescimento apareceu também nas receitas. O Banestes faturou R$ 3,3 bilhões de janeiro a junho, avanço de 11,3% em um ano. Só no segundo trimestre, o faturamento chegou a R$ 1,7 bilhão. As receitas de intermediação financeira cresceram 12,3%, com avanço de 14,2% nos resultados com títulos e valores mobiliários e de 9,9% nas receitas das operações de crédito. Ao mesmo tempo, o banco manteve controle sobre as despesas administrativas.
Crédito e ativos avançam
O tamanho da operação também aumentou. Os ativos do Banestes chegaram a R$ 42,5 bilhões, alta de 9,1% em 12 meses. Já os recursos de clientes e investidores que o banco capta e administra alcançaram R$ 47,2 bilhões, crescimento de 8,9%. Dentro desse volume, os depósitos a prazo atingiram R$ 15 bilhões, os fundos de investimento chegaram a R$ 9 bilhões e os depósitos judiciais alcançaram R$ 4,9 bilhões.
Na carteira comercial, o crédito cresceu 3,8% em um ano. O banco registrou expansão principalmente no consignado, no capital de giro, no financiamento imobiliário e no crédito rural. Este último avançou 23,8% e passou a representar 10,2% da carteira comercial. Já o crédito consignado cresceu 7,9% e se aproximou de R$ 3,9 bilhões, equivalente a 30% do portfólio.
O resultado também gerou retorno direto aos acionistas. O Banestes destinou R$ 111 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP) no primeiro semestre. Como controlador do banco, o Governo do Espírito Santo recebeu R$ 103 milhões desse total. Além disso, o patrimônio líquido da instituição chegou a R$ 2,5 bilhões, aumento de 6,5% em relação a junho do ano passado.
Rentabilidade, clientes e empresas do Banestes
A rentabilidade permaneceu em nível elevado. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido, indicador conhecido como ROE, ficou em 18,4%. Na prática, o número mostra quanto o banco consegue gerar de resultado a partir do patrimônio dos acionistas. O índice de eficiência operacional encerrou o semestre em 50%.
As agências Fitch Ratings e Moody’s Local Brasil também mantiveram avaliações elevadas para a instituição. A Fitch atribuiu nota nacional de longo prazo “AA+(bra)”, com perspectiva estável, enquanto a Moody’s manteve “AA.br”, com perspectiva positiva.
Além disso, o Banestes ampliou sua base de investidores e clientes. O número de acionistas cresceu 78% em cinco anos e ultrapassou 42 mil investidores. Ao mesmo tempo, o banco fechou junho com cerca de 1,5 milhão de clientes. Do mesmo modo, o Banestes também mantém presença física nos 78 municípios do Espírito Santo. A rede soma 725 pontos de atendimento, entre 148 agências e postos, 268 unidades eletrônicas e 309 correspondentes Banesfácil.
As empresas do grupo reforçaram o resultado. A Banestes Seguros também bateu recorde e lucrou R$ 26,5 milhões no semestre, alta de 51,1%. Já a Banestes Asset encerrou junho com cerca de R$ 9,5 bilhões sob gestão.
Para o presidente do banco, Carlos Artur Hauschild, a combinação de gestão dos ativos, expansão seletiva do crédito e controle de despesas sustentou o desempenho. “A solidez e o crescimento do Banestes são fatores de grande importância para o fortalecimento da economia do Espírito Santo”, afirmou.
Folha Vitoria