Portal de Notícias Administrável desenvolvido por Hotfix

Economia

Quantos dias o capixaba trabalha para comprar uma cesta básica? Veja cálculo

Preço da cesta básica caiu em julho, mas ainda comprometeu 53,04% da renda líquida de quem recebe o salário mínimo


No acumulado de 2026, a elevação do preço da cesta básica chega a 9,37%. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Pela primeira vez no ano, o valor da cesta básica ficou mais barato em Vitória. Na comparação com junho, o preço caiu 5,76% em julho e passou a custar R$ 795,34. Mesmo com a redução, o trabalhador que recebe o salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 107 horas e 56 minutos para comprar a cesta.

Levando em conta um trabalhador com jornada de 8 horas por dia, durante seis dias por semana, foram necessários mais de 13 dias de trabalho para comprar uma cesta básica em julho, o equivalente a cerca de duas semanas de trabalho.

De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o tempo de trabalho necessário havia sido de 114 horas e 33 minutos em junho de 2026.

Já em julho de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o trabalhador precisava dedicar 111 horas e 13 minutos de trabalho para adquirir a cesta.

Cesta compromete mais da metade da renda

Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o trabalhador precisou comprometer 53,04% da renda para comprar a cesta básica em julho de 2026.

Em junho, esse percentual era de 56,29%. Já em julho de 2025, a cesta consumia 54,65% da renda líquida.

Apesar da queda registrada em julho, o preço da cesta básica acumulou alta de 3,64% em 12 meses. No acumulado de 2026, a elevação chega a 9,37%.

Quais alimentos ficaram mais baratos?

Dos 13 produtos que compõem a cesta básica, sete apresentaram redução nos preços médios entre junho e julho de 2026.

O tomate teve a maior queda no período, de 35,21%, seguido pela batata, que ficou 26,25% mais barata.

Por outro lado, seis produtos registraram aumento de preço. A banana teve a maior alta, de 5,24%, seguida pelo leite integral, com elevação de 5,06%.

ProdutoVariação de preço (%)Tomate-35,21%Batata-26,25%Açúcar cristal-3,67%Café em pó-3,41%Arroz agulhinha-2,17%Farinha de trigo-1,64%Óleo de soja-0,38%Banana+5,24%Leite integral+5,06%Feijão preto+1,84%Pão francês+1,34%Manteiga+1,13%Carne bovina de primeira+0,04%

Batata lidera alta em 12 meses

Na comparação com julho de 2025, sete dos 13 produtos tiveram aumento de preço. A maior alta foi registrada pela batata, que ficou 58,74% mais cara no período.

Entre os produtos que ficaram mais baratos em 12 meses, o tomate apresentou a maior redução, de 24,26%, seguido pelo açúcar cristal (-20,39%) e pelo café em pó (-20,28%).

ProdutoVariação em 12 meses (%)Batata+58,74%Feijão preto+24,57%Leite integral+10,10%Pão francês+8,59%Carne bovina de primeira+8,02%Banana+7,67%Óleo de soja+1,03%Tomate-24,26%Açúcar cristal-20,39%Café em pó-20,28%Arroz agulhinha-7,67%Manteiga-6,22%Farinha de trigo-3,67%

*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos

Folha Vitoria

Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!

Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!