A agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA), equivalente à Anvisa no Brasil, aprovou no dia 16 de julho o primeiro comprimido capaz de reduzir significativamente os níveis de LDL, conhecido como colesterol ruim.
Segundo estudos clínicos, o remédio pode diminuir o colesterol em até 60%, resultado semelhante ao obtido por medicamentos que, até então, estavam disponíveis apenas na forma injetável.
Batizado de Lipfendra, o medicamento é indicado principalmente para pacientes com hipercolesterolemia familiar, condição genética que provoca níveis elevados de colesterol desde cedo e aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
Ainda de acordo com os estudos que embasaram a aprovação, o tratamento deve ser associado à prática regular de atividade física e a uma alimentação equilibrada para potencializar os resultados e reduzir o risco de complicações cardiovasculares.
A expectativa é que a versão em comprimido facilite o acesso ao tratamento e aumente a adesão dos pacientes, já que elimina a necessidade de aplicações injetáveis, utilizadas atualmente por parte das pessoas que precisam de terapias mais potentes para controlar o colesterol.
Quando o medicamento pode chegar ao Brasil?
Apesar da aprovação nos Estados Unidos, o Lipfendra ainda precisará passar pela análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de ser comercializado no Brasil.
A estimativa é que medicamentos desse perfil sejam disponibilizados no mercado brasileiro entre um e três anos após a autorização concedida pela FDA, prazo que pode variar conforme o processo de avaliação regulatória e a estratégia da fabricante para solicitar o registro no país.
Folha Vitória