Naylainne da Silva Inocêncio era amiga do estudante Fabrício Nogueira Bianchi (destaque). Foto: Reprodução/TV Vitória e Acervo pessoal
“Cria um trauma dentro da gente”. A frase de Naylainne da Silva Inocêncio resume o sentimento de dor e insegurança que marcou o sepultamento de seu amigo, o estudante de Direito Fabrício Nogueira Bianchi, de 22 anos, assassinado durante um assalto na orla de Guarapari.
O jovem, que foi morto na última quinta-feira (5), foi enterrado na manhã deste sábado (8), em clima de comoção, reunindo familiares e amigos.
Amiga de Fabrício, Naylainne relatou o impacto emocional causado pela morte violenta do estudante, destacando o medo que permanece após o crime.
“Cria um trauma dentro da gente porque, querendo ou não, a gente pode estar andando na rua até com os nossos amigos mesmo e vir uma pessoa louca, porque esse homem era louco, e te matar assim, do nada”, disse.
Segundo ela, Fabrício não tinha histórico de conflitos e sonhava com uma carreira na área da segurança pública.
“O Fabrício sempre foi um menino muito calmo, não gostava de briga, era uma pessoa incrível. Estava fazendo faculdade de Direito e uma pessoa vir e acabar com os sonhos dele assim… Ele sonhava em ser delegado, policial, e uma pessoa acabar com a vida dele desse jeito”, contou.
Sonhos interrompidos pela violência
Emocionada, Naylainne lamentou o fato de o amigo não ter conseguido concluir a graduação nem exercer a profissão que desejava.
“Eu fico pensando porque ele fez a faculdade inteira e não pôde se formar, não pôde atuar no trabalho que queria. Isso acaba com qualquer pessoa”, disse.
Crime registrado por câmeras de videomonitoramento
O crime ocorreu na orla de Guarapari e foi registrado por câmeras de videomonitoramento. Nas imagens da câmera é possível perceber que o assaltante se aproxima do casal carregando uma mochila preta na frente do corpo. Em seguida, ele aparece atacando o estudante, na Avenida Oceânica, na região da Praia do Riacho.
A gravação também mostra que a namorada de Fabrício tentou intervir no ataque. Ainda assim, Fabrício foi golpeado diversas vezes em várias partes do corpo. O criminoso pega a mochila e foge do local correndo.
Suspeito foi preso pela Polícia Militar
Durante as buscas na região, um homem de 31 anos foi localizado escondido em uma casa no bairro Kubitschek, demonstrando nervosismo.
Na abordagem, ele teria confessado o crime aos policiais militares. Ele relatou que trocou o celular roubado por entorpecentes e que descartou a faca utilizada no crime. O homem também indicou pessoas que teriam participado da negociação do aparelho.
Por meio de nota, aPolícia Civilinformou que três suspeitos, de 42, 30 e 18 anos, foram conduzidos à Delegacia Regional de Guarapari.
O de 18 anos foi autuado em flagrante por receptação e tráfico de drogas. O homem de 42 anos foi autuado por receptação e o de 30 anos por latrocínio (roubo seguido de morte). Os três já foram encaminhados ao sistema prisional.
*Com informações da repórter Alessandra Ximenes, da TV Vitória/Record
Fonte: Folha Vitória