Foto: Polícia Civil/ Divulgação
Um adolescente de 16 anos foi detido na Serra suspeito de integrar uma organização criminosa digital dedicada à prática de tortura contra animais, produção e difusão de pornografia infantojuvenil, apologia ao nazismo e indução à automutilação e ao suicídio.
O cumprimento do mandado de busca e apreensão foi feito na manhã de quarta-feira (4), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Dracco) da Polícia Civil. Informações sobre o menor não serão divulgados conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (Ecriad).
Segundo a Polícia Civil, as investigações apuram a prática de atos infracionais cometidos em plataformas digitais, especialmente no aplicativo Discord, que oferece chat de voz, texto e vídeo e tem sido usado para fazer vítimas.
Os envolvidos utilizavam ambientes virtuais para incentivar e transmitir condutas violentas, incluindo maus-tratos e tortura contra animais, além de estimular a automutilação, sobretudo entre crianças e adolescentes.”
Durante buscas na casa do investigado, foram apreendidos computadores, aparelhos celulares e dispositivos de armazenamento de dados, que serão submetidos à perícia técnica.
“Cenário de teatro do horror”
Segundo o adjunto da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, delegado Tarsis Gondim, as investigações revelaram um cenário de “teatro do horror”. O grupo usava plataformas como Discord e Telegram para transmitir ao vivo sessões de sadismo.
Foi constatado que a organização tratava a crueldade contra animais como forma de entretenimento. Os envolvidos, sob comando do adolescente apreendido, realizavam chamadas de vídeo onde mutilavam e matavam animais domésticos, enquanto espectadores incentivavam os atos.”
A organização também atuava na distribuição massiva de material de abuso sexual infantil e utilizava os conteúdos, e ameaças de vazamento de dados, para coagir vítimas a se submeterem a rituais de degradação física e psicológica transmitidos em tempo real.
Descoberta de jogo “Baleia Azul”
A Polícia Civil também descreveu que a operação foi realizada com urgência pela descoberta, que o líder do grupo articulava a reativação do jogo “Baleia Azul”, uma sequência de desafios que induzem progressivamente à automutilação e terminam no suicídio da vítima.
O procedimento tramita sob segredo de Justiça. Além disso, em razão do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Polícia Civil não divulga informações que possam levar à identificação do menor.
Fonte: Folha Vitória