Foto: Acervo Pessoal
Um cachorro, chamado Ravi, morreu após ser atropelado por um carro na Rua Holanda, no bairro São Gonçalo, em Cariacica. O caso aconteceu em uma via residencial e foi registrado por câmeras de segurança.
Segundo relatos, o motorista deixou o local sem acionar socorro, mesmo após o impacto. No entanto, a polícia investigou e concluiu pelo arquivamento do caso, alegando que o condutor parou para ajudar e saiu após considerar que não havia ferimentos graves no cachorro.
As imagens das câmeras mostram o cão correndo pela via, quando entra na frente do carro e é atingido. Logo após o atropelamento, crianças que estavam próximas correm para tentar ajudar o animal.
O motorista chega a sair do veículo e conversa rapidamente com as crianças, mas retorna ao carro em poucos segundos e foge. De acordo com testemunhas, o cachorro ainda apresentava sinais de vida após o acidente, mas não resistiu.
Um menino de 7 anos foi uma das crianças que testemunharam a cena. Ele correu para avisar a Alice Peruzzo e a Suellen Felício, tutoras do cachorro.
A família do animal registrou ocorrência policial e pede justiça. O principal questionamento de Suellen é a ausência de socorro após o atropelamento, tanto ao animal quanto às crianças que estavam no local.
O rapaz desceu do carro, perguntou para as crianças se o cachorro morreu e simplesmente foi embora. O que mais me revolta é ele não ter prestado socorro, batido no portão ou pedido informação para as crianças.”
Alice Peruzzo, a outra tutora, destacou que animais possuem direitos previstos em lei e que situações como essa devem ser investigadas pelas autoridades competentes.
Ravi não era um ser humano, mas tem que respeitar. Tem que ter respeito aos animais.”
O cachorro era considerado parte da família e sua morte causou abalo emocional nos moradores da casa, que ainda lidavam com a perda recente de outro animal de estimação.
Inquérito concluído: arquivamento
O caso foi encaminhado ao Núcleo de Proteção Animal da Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA) e analisado pelo titular delegado Leandro Piquet.
De acordo com Piquet, as imagens de videomonitoramento da rua foram analisadas e demonstraram que o motorista trafegava em velocidade baixa e parou logo após o atropelamento.
Ainda segundo o delegado, o motorista também chegou a procurar a tutora do cão, acreditando que o animal não havia sofrido ferimentos graves.
Diante disso e por não ter sido constatado o dolo, ou seja, a intenção de causar o atropelamento, a polícia informou que o caso será enviado ao Ministério Público com a sugestão de arquivamento pela Polícia Civil.
“As apurações também descartaram a existência de dolo, ou seja, vontade ou consciência do condutor em provocar o atropelamento. Diante disso, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, com sugestão de arquivamento, destacando-se que a conduta do motorista, que parou o veículo e tentou prestar socorro, foi considerada colaborativa e responsável”, disse Piquet.
*Com informações da repórter Jaqueline Vianna, da TV Vitória/Record
Fonte: Folha Vitória