A mãe do bebê de três meses encontrado morto dentro de casa, no bairro Cidade Pomar, na Serra, falou pela primeira vez sobre o caso. Ela negou qualquer tipo de violência contra o filho e disse ter sido agredida por moradores da região, que acreditavam que ela teria matado a criança. O caso ocorreu no último fim de semana.
Segundo a Polícia Civil, o corpo do recém-nascido não apresentava sinais de agressão, e a hipótese inicial é de morte natural. Novos exames estão sendo realizados pela Polícia Científica para confirmar essa possibilidade, antes da conclusão definitiva sobre a causa da morte.
Em depoimento à reportagem, a mãe descreveu os momentos que antecederam a morte do filho. Segundo ela, o bebê estava bem e sem sinais de mal-estar horas antes de ser encontrado sem vida.
Ela contou que deu banho e mamadeira ao bebê duas vezes ao longo da tarde, período em que a criança dormiu e acordou normalmente. Segundo a mãe, enquanto o filho dormia, ela estava na varanda da casa com o marido e o dono do imóvel, bebendo vinho.
A mulher disse que o óbito foi constatado por volta das 18h. Segundo ela, moradores da região a hostilizaram logo após a descoberta da morte.
A população veio para cima de mim como se eu tivesse matado a criança. Mas não, a perícia foi, investigou tudo. Não teve sinal de agressão, não teve sinal de maus-tratos.
De acordo com a Polícia Militar, o bebê foi encontrado morto em uma cama na noite de sexta-feira (31), na residência em Cidade Pomar. No local estavam o pai e a mãe da criança, além de um homem de 60 anos, amigo do casal e dono do imóvel.
Segundo os militares, o dono da casa relatou que chegou ao imóvel no fim da tarde e chamou o pai do bebê para ir também — os dois trabalham juntos como pedreiros. A mãe já estava na residência com o filho, conforme essa versão.
Ainda de acordo com a PM, os três ficaram bebendo e conversando por um tempo. Depois, os pais foram checar o bebê na cama e perceberam que ele estava sem vida.
A versão apresentada pelo dono da casa foi confirmada pelo pai do bebê, segundo a corporação. Já a mãe, de acordo com a Polícia Militar, estava agitada e hostilizou os policiais durante o atendimento.
Os três disseram aos militares que haviam ingerido bebida alcoólica e negaram, em todo momento, qualquer tipo de violência contra a criança. A Polícia Científica foi acionada e não encontrou sinais de violência no corpo do bebê, o que indica, de forma preliminar, que a causa da morte pode ter sido natural.
Pai, mãe e o amigo do casal foram ouvidos na delegacia, acompanhados de um advogado de defesa. Em contato por telefone com a reportagem, o advogado confirmou que os três foram ouvidos e liberados em seguida.
Ele reforçou que a perícia inicial não encontrou indícios de crime, segundo o advogado.
Por meio de nota, a Polícia Civil confirmou que os peritos, preliminarmente, não constataram sinais de agressão, lesões ou indícios de maus-tratos no corpo do bebê. A hipótese inicial é de morte natural, mas o corpo foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) para necropsia, que vai determinar a causa oficial da morte.
Segundo a Polícia Civil, o caso segue em investigação.
*Texto sob a supervisão da editora Erika Santos, com informações da TV Vitória/Record.
Folha Vitória