Quatro pessoas foram presas durante uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) contra uma associação criminosa investigada por fraudes eletrônicas que teriam causado um prejuízo superior a R$ 2 milhões a uma cooperativa de crédito da região.
A Operação Avaritia foi realizada na manhã desta quarta-feira (5), pela Delegacia de Polícia de Marataízes, com apoio da 9ª Delegacia Regional de Itapemirim, da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) e do Serviço de Inteligência da Guarda Civil Municipal de Marataízes.
Os presos são três homens e uma mulher. Eles foram detidos durante o cumprimento de mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em imóveis localizados nos municípios de Marataízes e Cachoeiro de Itapemirim. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Guarapari.
Durante as buscas, os policiais apreenderam cinco veículos, sendo um deles adquirido recentemente e avaliado em alto valor de mercado. Também foram encontrados mais de R$ 60 mil em dinheiro, celulares, notebooks, joias, dezenas de cartões bancários, documentos e anotações que podem contribuir com as investigações.
A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 2 milhões em valores mantidos nas contas bancárias dos investigados. A medida tem como objetivo garantir o ressarcimento dos prejuízos provocados à instituição financeira.
Segundo o delegado Thiago Gomes Viana, titular da Delegacia de Polícia de Marataízes, o grupo atuava de maneira estruturada e tinha funções distribuídas entre os integrantes. Os suspeitos são investigados por furtos qualificados mediante fraude eletrônica contra a cooperativa.
De acordo com a investigação, após a obtenção dos valores, o grupo teria utilizado diferentes estratégias para dificultar o rastreamento do dinheiro. Parte dos recursos teria sido usada na compra de veículos e joias, enquanto outras quantias foram movimentadas por meio de diversas transferências bancárias.
A fraude foi identificada pela própria cooperativa de crédito, que comunicou o caso à Polícia Civil. A partir da denúncia, os investigadores passaram a apurar a atuação do grupo.
Os quatro investigados responderão pelos crimes de furto qualificado mediante fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de capitais. As investigações continuam para identificar outros possíveis integrantes do esquema.
O nome Avaritia vem do latim e significa “ganância” ou “avareza”. Segundo a Polícia Civil, a escolha faz referência ao objetivo atribuído aos investigados de obter enriquecimento ilícito.
Conforme as investigações, em poucos meses, o grupo teria desviado valores considerados vultosos da cooperativa e convertido parte do dinheiro em veículos, joias e outros bens de alto valor.
Folha Vitória