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Polícia

Áudio mostra advogada cobrando R$ 500 para levar mensagens de facção

Polícia indiciou 13 pessoas e prendeu duas advogadas suspeitas de intermediar a comunicação da facção


Foto: Thiago Soares/Folha Vitória

Um áudio obtido pela Polícia Civil mostra uma das advogadas presas durante a investigação sobre os ataques a duas distribuidoras de bebidas na Serra, cobrando R$ 500 para transportar mensagens de integrantes de uma facção criminosa após visitas a presídios. Segundo a corporação, as conversas faziam parte da comunicação entre líderes presos e criminosos em liberdade.

As investigações concluíram que os ataques, que deixaram três pessoas inocentes mortas no ano passado, foram ordenados de dentro da Penitenciária de Segurança Máxima 1, em Viana.

De acordo com o chefe da DHPP Serra, delegado Rodrigo Sandi Mori, o líder da facção Pedro Cortes Falcão, conhecido como Pedrinho, continuava comandando a organização criminosa mesmo preso e utilizava duas advogadas para repassar recados, cartas e ordens de homicídios.

No áudio, a advogada Laís Santos de Paula detalha os valores cobrados para levar as mensagens após os atendimentos nos presídios.

Como vão ser os dois no mesmo dia, aí eu vou fazer uma única viagem, eu consigo deixar os dois por R$ 500,00, porque o meu atendimento na Máxima é R$ 300,00 e no Provisório é R$ 250,00. Já tem muito tempo que eu estou nessa também, desde a pandemia, quando começou esse negócio de carta, que eu não parei mais.

A segunda advogada presa é Monique Lopes Guerra. Segundo a Polícia Civil, ela teria usado a profissão para intimidar um homem responsável por monitorar o local onde ocorreria um dos ataques.

O Folha Vitória não conseguiu contato com a defesa das advogadas presas. O espaço permanece aberto caso haja alguma manifestação.

Ao todo, a investigação identificou 13 envolvidos, entre executores, articuladores e integrantes da estrutura da facção. Todos foram indiciados e presos. Dois adolescentes também responderão por atos infracionais.

Os ataques ocorreram em distribuidoras dos bairros Maringá e Bairro das Laranjeiras. O objetivo era matar integrantes de uma facção rival, mas os criminosos erraram os alvos e assassinaram Luiz Gustavo, Mislene e Wagner, que, segundo a polícia, não tinham qualquer envolvimento com atividades ilícitas.

Folha Vitória

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