Depois de o PSD deixar o páreo pela vaga de vice na chapa de Lorenzo Pazolini (Republicanos) ao governo, a cadeira, ainda vazia, virou alvo de cobiça. Partidos que integram a aliança – e até siglas de fora – já se movimentam nos bastidores para emplacar seus nomes e ocupar o posto.
Hoje, o Republicanos está coligado com o PL e com o Democrata (o antigo Partido da Mulher Brasileira), mas conversa com outras siglas que deixaram em aberto o apoio na disputa pelo Palácio Anchieta.
Uma delas é o Novo, que lançou a candidatura do vereador de Vitória Leonardo Monjardim ao Senado – além das chapas de deputado estadual e federal.
Embora muito próximo do ex-prefeito e do PL, o Novo ainda não bateu o martelo sobre apoiar Pazolini, e o motivo seria justamente por conta da candidatura de Monjardim.
O partido não abre mão de uma posição de destaque para o vereador – que foi o líder de Pazolini na Câmara e continua no posto após Cris Samorini (PP) assumir a Prefeitura.
Uma vez que não há, no grupo, mais espaço para a disputa ao Senado – as vagas foram preenchidas por Maguinha Malta (PL) e por Evair de Melo (Republicanos) –, o Novo até estaria disposto a retirar a candidatura de Monjardim para fechar a aliança, desde que o nome do vereador seja o escolhido para a vaga de vice.
Surgiu o fato novo da vice, então, estamos em negociação, com muita humildade, sem impor nada. O nome que temos para indicar é o do Monjardim, para o Senado ou para a vice. Aí, não acontecendo isso, vamos para uma candidatura avulsa e não vou conseguir participar da coligação”.
Iuri de Aguiar, presidente do Novo capixaba
Ele descartou “descer” Monjardim para suplente de Senado. Ontem, a coluna De Olho no Poder noticiou que os dois suplentes de Maguinha já foram definidos. Mas ainda há duas vagas na suplência de Evair.
Reunião marcada e 3 mulheres indicadas
O Democrata já sentou para conversar com o Republicanos e teria mais uma reunião marcada para essa sexta-feira (07), segundo o dirigente estadual do partido, Tenório Merlo.
“Estamos tratando a questão da vice. Nós indicamos três nomes de mulheres, porque a preferência é para uma mulher”, revelou Tenório.
As mulheres indicadas são:
A advogada Elizete Fassarella, esposa do ex-deputado Nilton Baiano
A líder comunitária de Goiabeiras Helida Regina Loreto
A contadora e advogada Graça Fortes
“Qualquer uma das três, nos atende. Vamos trabalhar para ver como vai ser”, disse Tenório. O Democrata é um partido pequeno, mas foi um dos primeiros a declarar apoio a Pazolini.
O PL – que chegou para a aliança com o Republicanos com uma série de exigências, entre elas o apoio ao presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), o endosso a pautas bolsonaristas e o espaço para a candidatura de Maguinha ao Senado – também está de olho na vice.
O presidente do PL capixaba, senador Magno Malta, e a filha Maguinha estão em Israel, mas têm feito a articulação de lá.
A assessoria de imprensa do PL informou que o senador pretende conversar com o presidente do Republicanos, Erick Musso, sobre o assunto, quando voltar.
O retorno ao Brasil da família Malta está previsto para o dia 12 – três dias antes do fim do prazo legal para os partidos informarem à Justiça Eleitoral sobre as candidaturas e coligações.
A assessoria não informou sobre nomes cotados ou que Magno Malta pretende apresentar, mas é certo que o partido vai pleitear mais esse espaço.
O PL é a legenda que tem a maior bancada na Câmara Federal, com 98 deputados. Isso significa uma fatia considerável do bolo do tempo de TV e de recursos ($$) para a campanha – o que faz aumentar o poder de barganha do partido.
Chapa puro-sangue ou com militar
Também não é descartada a possibilidade de Pazolini ter um vice do mesmo partido – Republicanos – formando assim uma chapa puro-sangue.
Um dos nomes ventilado internamente é o da ex-deputada Soraya Manato (Republicanos). Soraya era pré-candidata à Câmara Federal, mas deixou a disputa e foi substituída pelo marido, o também ex-deputado Carlos Manato (Republicanos).
Soraya é médica e ex-secretária de Assistência Social de Vitória, além de ter sido deputada federal por um mandato.
Outro nome ventilado é o de Erick Musso – presidente estadual do Republicanos, ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa.
Erick tem seu principal reduto em Aracruz, mas seu nome para a vice seria uma solução interna, caso as negociações não consigam chegar a um consenso em torno de outro candidato.
Isso porque Erick é pré-candidato a deputado federal e a avaliação é que sua saída da disputa poderá enfraquecer a chapa federal.
A possibilidade de ter um militar ou uma mulher militar da ativa também foi ventilada por articuladores políticos do grupo de Pazolini.
Como eles não precisam e nem podem ter filiação partidária, o prazo para que um militar defina se será candidato ou não é maior – no caso de um civil, precisa estar filiado seis meses antes (em abril) da eleição; um militar da ativa precisa informar à Corporação sua decisão de disputar até o dia 5 de agosto.
Em tempo: Dificilmente a decisão sobre a vice sai antes da chegada ao Brasil do senador Magno Malta – prevista para a próxima quarta-feira (12).
Em tempo II: A primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos (PSD), que recebeu o convite do Republicanos para ser a vice de Pazolini, disse no dia da convenção do partido que o convite só não foi aceito porque o PSD se comprometeu com o deputado Sergio Meneguelli. “Renzo (presidente do PSD capixaba) é um homem de palavra, mas eu fiquei muito honrada e estava disposta a aceitar”, disse Lívia.
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Folha Vitória