A NOVA ES e a Findes firmaram um acordo de cooperação técnica para fortalecer a atração de investimentos, ampliar a competitividade bem como melhorar o ambiente de negócios no Espírito Santo. A parceria estabelece conexão direta entre a agência responsável por captar e acompanhar projetos e a principal estrutura técnica e institucional da indústria capixaba.
O número que dá dimensão ao movimento é expressivo. A NOVA ES já mapeou mais de R$ 30 bilhões em oportunidades de investimento desde o início de sua atuação. Desse total, R$ 6,1 bilhões já estão confirmados, ligados a 12 empresas. A carteira passa pelos setores automotivo, de energia, siderurgia, alimentos e bebidas, farmacêutico, químico, logística bem como de distribuição. Esse dado muda a leitura sobre a parceria.
O acordo não nasce para buscar uma agenda futura abstrata, mas sobre uma carteira real, com projetos já identificados, setores definidos e demandas concretas. Ou seja, o desafio do Espírito Santo não é apenas atrair. É reduzir o intervalo entre o interesse do investidor e a instalação efetiva da operação.
O acordo determina troca de informações estratégicas, intercâmbio de boas práticas, desenvolvimento de estudos, qualificação profissional e ações para facilitar a instalação de empresas no Estado. Pela NOVA ES, a parceria mobiliza as áreas de Negócios e Relações Institucionais. Pela Findes, envolve a diretoria-geral, a área de Relações Institucionais, o Sesi, o Senai, o Cindes, o Observatório da Indústria e o Fórum Empresarial do Espírito Santo.
A primeira entrega passa pela GWM
O caso prático mais imediato é a consolidação da chegada da GWM ao Espírito Santo. A montadora chinesa precisa de mais do que área e anúncio para transformar o projeto em operação. Precisa de fornecedores, mão de obra qualificada, infraestrutura, logística, interlocução pública e leitura técnica do território. É nesse ponto que a parceria deixa de ser institucional e passa a ser estratégica.
Na prática, a NOVA ES leva a inteligência da atração de investimentos, o acompanhamento dos projetos e a leitura das necessidades de cada empresa. A Findes entra com conhecimento industrial, base de dados, articulação com o setor produtivo e capacidade de formação por meio do Sesi e do Senai. A GWM tende a ser o primeiro grande teste dessa engrenagem porque exige cadeia produtiva, qualificação e velocidade de resposta.
Menos atrito, mais negócio
Patrícia Gouvêa, diretora-presidente da NOVA ES, resumiu a lógica da cooperação ao afirmar que os projetos acompanhados pela agência têm perfis e necessidades distintas. Do mesmo modo, com demandas de infraestrutura, fornecedores, tecnologia e mão de obra qualificada.
O acordo conecta a inteligência e a articulação da agência ao conhecimento do setor produtivo reunido pela Findes, contribuindo para reduzir o atrito e apoiar o avanço dos investimentos no Espírito Santo.
Patrícia Gouvêa, diretora-presidente da NOVA ES
Esse é o ponto central. Investimento produtivo não se materializa apenas com discurso favorável, incentivo fiscal ou localização geográfica. Ele depende de execução. Uma empresa que avalia o Espírito Santo quer saber se encontrará trabalhador preparado, fornecedor próximo, segurança institucional, infraestrutura compatível e interlocução rápida. Se essas respostas chegam de forma coordenada, o risco cai e a decisão fica mais fácil.
A parceria também pode acelerar negócios que já estão alinhados para o Estado. A NOVA ES poderá compartilhar informações de projetos captados que já estejam fora de cláusulas de confidencialidade. A Findes poderá cruzar esses dados com estudos técnicos, demandas da indústria, capacidade de fornecedores e programas de formação profissional. Esse fluxo antecipa gargalos antes que eles virem custo.
Folha Vitoria