A corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, que atropelou e matou a estudante Luísa Barros, de 24 anos, em abril de 2022, em Jardim Camburi, Vitória, vai a júri popular em 5 de agosto deste ano.
Ela responderá por homicídio qualificado e crimes de trânsito. A decisão foi publicada nesta terça-feira (2), pelo juiz Carlos Henrique Rios do Amaral Filho, da 1ª Vara Criminal de Vitória.
A decisão foi publicada uma semana depois de o ministro Herman Benjamin do Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitar recurso apresentado pela defesa da acusada.
O ministro entendeu que o recurso foi protocolado fora do prazo legal. Por isso, o STJ não aceitou o pedido.
A informação de que Adriana iria a júri popular foi divulgada ainda em fevereiro do ano passado. À ocasião, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) informou que ainda não havia uma data firmada para o julgamento.
O Folha Vitória tenta contato com a defesa da acusada. O espaço continua aberto e a matéria será atualizada assim que houver retorno.
O atropelamento que resultou na morte de Luísa Lopes aconteceu na noite do dia 15 de abril de 2022, na Avenida Dante Michelini, em frente ao Clube dos Oficiais. A jovem andava de bicicleta, quando foi atingida pelo veículo dirigido por Adriana Felisberto.
As câmeras de videomonitoramento da via registraram o momento da colisão. Segundo a Secretaria de Segurança Urbana de Vitória, Luísa teria atravessado fora da faixa de pedestres e com o sinal aberto para os veículos.
De acordo com a polícia, a motorista do carro que atingiu a jovem apresentava sinais de embriaguez. No entanto, Adriana se recusou a fazer o teste do bafômetro. Ela chegou a ser presa, mas foi liberada após pagar uma fiança de R$ 3 mil.
Além dos fatos ocorridos em um bar, que foi o segundo visitado pela condutora na noite do crime, tendo sido o primeiro no bairro de Jardim Camburi, a autoridade policial destacou a frieza com que a corretora de imóveis, Adriana Felisberto, agiu diante da situação.
No inquérito, há frases da suspeita como: “eu acabei de estourar a cabeça dessa mulher aí”, “não quero saber dela não”, “ela era provavelmente uma empregada doméstica, sem importância”, “olha o que aconteceu com o meu carro”.
Folha Vitória