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Economia

Duplo Ouro em concurso nacional: a cachaçaria de Linhares que colocou o Espírito Santo no topo dos destilados do Brasil

O Alambique Princesa Isabel, de Linhares (ES), conquistou quatro medalhas no Concurso New Spirits 2026 — incluindo o Duplo Ouro para a Princesa Isabel Nebbiolo, distinção máxima da comp


Parte do parque fabril do Alambique Princesa Isabel, em Linhares (Divulgação) Entre 2025 e 2026, o alambique investiu R$ 2 milhões na modernização da destilação e na ampliação da capacidade de armazen

Às margens do Rio Doce, na Fazenda Tupã em Linhares, uma operação familiar está redefinindo o que o mercado nacional espera de uma cachaça artesanal capixaba. O Alambique Princesa Isabel acaba de conquistar quatro medalhas na edição 2026 do Concurso New Spirits — competição de referência no setor de destilados no Brasil —, com o ápice sendo o Duplo Ouro para a Princesa Isabel Nebbiolo: a distinção máxima do concurso, concedida apenas a bebidas de excelência sensorial fora da curva.

O resultado não é episódico. É a mais recente entrega de uma estratégia de longo prazo que combina investimento em infraestrutura, rigor técnico na produção e uma ambição deliberada de ocupar espaço no segmento premium dos destilados nacionais.

R$ 2 milhões para competir no topo

Entre 2025 e 2026, o alambique investiu R$ 2 milhões na modernização da destilação e na ampliação da capacidade de armazenamento em madeiras nobres — Jequitibá-Rosa, Jaqueira, Carvalho e Amburana. O investimento não altera a essência do processo: colheita manual da cana, fermentação com leveduras selecionadas e maturação longa em tonéis de madeira. Ele amplia a escala sem abrir mão do método, que é justamente o diferencial que o mercado premium valoriza e que os jurados de concursos internacionais reconhecem.

“O reconhecimento nos mostra que estamos no caminho certo.” — Pedro Cellia, proprietário do Alambique Princesa Isabel

A aposta é consistente com o comportamento do consumidor de destilados premium no Brasil: um comprador que pesquisa origem, processo de produção e certificações antes de escolher uma garrafa. Medalhas em concursos de prestígio funcionam, nesse contexto, como atestados de qualidade com validade de mercado.

Medalhas que abrem mercado nacional

O Duplo Ouro no New Spirits 2026 teve um desdobramento comercial imediato: como prêmio pela conquista, o Alambique Princesa Isabel garantiu stand exclusivo na ExpoCachaça BH 2026, a maior feira do setor no país, realizada em Belo Horizonte. O evento é o principal ponto de contato entre produtores artesanais, sommeliers, importadores e distribuidores — uma vitrine direta para o mercado nacional e para a distribuição qualificada.

Para uma cachaçaria do interior do Espírito Santo, estar presente nesse ambiente com stand exclusivo não é apenas reconhecimento: é acesso a canais de distribuição que podem escalar o negócio de forma sustentável.

Resultados no Concurso New Spirits 2026

Duplo Ouro: Princesa Isabel Nebbiolo — premiação máxima da competição

Ouro: Princesa Isabel Jequitibá Rosa

Prata: Princesa Isabel Carvalho/Amburana

Mérito Sensorial: Mar Gin

Um histórico que antecede o sucesso recente

A trajetória do Alambique Princesa Isabel não começa em 2026. A cachaçaria acumula uma sequência de premiações que atravessa mercados e continentes — e que justifica o patamar de investimento atual:

Cúpula da Cachaça 2018: 1º lugar na categoria Cachaça Branca

Spirits Selection by Concours Mondial de Bruxelles 2021: Grande Ouro (Carvalho) e Ouro (Amburana)

Spirits Selection Internacional — Itália 2023: Ouro para a Soleira Brasileira

ExpoCachaça 2020 e 2023: múltiplas medalhas de Ouro em diferentes rótulos

Cúpula da Cachaça 2026: única cachaça capixaba na fase final do ranking

O histórico de premiações internacionais — especialmente o Grande Ouro em Bruxelas, um dos concursos de destilados mais respeitados do mundo — posiciona a Princesa Isabel num seleto grupo de cachaças brasileiras com credencial de exportação.

Da biodiversidade capixaba ao mercado nacional

Fundado por Adão Cellia e Maria Isabel de Moraes, o alambique é conduzido hoje por Pedro Cellia com a supervisão técnica do mestre de adega Leandro Marelli. A operação explora a biodiversidade da região do Rio Doce para escolha das madeiras de maturação — um ativo territorial que nenhum concorrente de outra região pode replicar.

Para o Espírito Santo, o caso do Alambique Princesa Isabel é um modelo de como produção artesanal com investimento consistente e foco em qualidade pode transformar um empreendimento familiar em referência nacional — e colocar Linhares no mapa do mercado premium de destilados do Brasil.

ES HOJE

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