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ES realiza 1º transplante renal com robótica; entenda procedimento

Transplante aconteceu em hospital de Cariacica

Por Redação em 05/05/2026 às 05:00:13
Transplante renal robótico foi realizado pela primeira vez no Espírito Santo. Imagem: Reprodução/Hospital Meridional Cariacica

Transplante renal robótico foi realizado pela primeira vez no Espírito Santo. Imagem: Reprodução/Hospital Meridional Cariacica

O Espírito Santo passou a integrar um grupo ainda restrito no país ao realizar, pela primeira vez, um transplante renal com auxílio de cirurgia robótica. O procedimento foi feito no último sábado (25) no Hospital Meridional Cariacica.

Müller de Oliveira da Silva, de 31 anos, que esteva na fila para transplante renal desde 2023, se tornou o primeiro paciente a passar pelo procedimento no Estado.

Entrei na fila do transplante no final de 2023, já com a esperança de ter uma nova chance. Hoje, depois do transplante, posso dizer que minha vida é outra. A qualidade de vida melhora muito, é uma transformação mesmo. Coisas simples do dia a dia passam a ter outro valor.

Müller Oliveira da Silva, 31 anos

De acordo com o urologista Cláudio Borges, responsável pela cirurgia, o paciente apresentou boa evolução clínica após o procedimento, que ocorreu sem intercorrências.

A operação foi realizada com o uso da plataforma Da Vinci Xi, sistema que permite maior precisão dos movimentos, visão ampliada em alta definição e abordagem minimamente invasiva. Na prática, isso pode se traduzir em menor trauma cirúrgico, redução da dor no pós-operatório e recuperação mais rápida.

Segundo o especialista, embora o tempo total da cirurgia seja semelhante ao da técnica convencional, a tendência é de menor tempo de internação e melhores condições no pós-operatório.

“A técnica robótica representa uma evolução tecnológica no campo dos transplantes, permitindo maior precisão durante o procedimento e melhor visualização das estruturas anatômicas”, explicou.

Apesar dos avanços, nem todos os pacientes são elegíveis para o método. Casos com histórico de trombose em vasos ilíacos, ateromatose avançada ou múltiplas cirurgias prévias podem ser contraindicados, exigindo avaliação individualizada da equipe médica.

A inovação chega em um cenário de alta demanda por transplantes no país. Dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos indicam que mais de 42 mil pessoas aguardam por um rim no Brasil. O receio em relação à cirurgia ainda é um dos fatores que impactam o número de doadores, especialmente por dúvidas sobre dor e tempo de recuperação, pontos que a técnica robótica busca minimizar.

Fonte: Folha Vitória

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