Ovos de chocolate nas prateleiras, promoções chamativas e receitas irresistíveis nas redes sociais: a Páscoa é o período mais doce do ano. Entretanto, a data costuma vir acompanhada de um dilema: ceder ao chocolate ou resistir para evitar exageros?
A boa notícia é que existem estratégias simples que permitem consumir chocolate de forma prazerosa, consciente e sem culpa.
Segundo o médico Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN, o segredo está na quantidade, na qualidade do chocolate e no contexto alimentar em que ele é consumido.
O cacau é rico em compostos antioxidantes que ajudam a combater a inflamação, proteger o coração e até melhorar o humor. Mas é fundamental optar por versões com alto teor de cacau, acima de 70%, e consumir em pequenas porções.
Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN e fundador da Clínica Versio
Qual o melhor tipo de chocolate?
Segundo o médico, dependendo do chocolate, as pessoas podem consumir sem medo. Neste caso, o chocolate amargo é a melhor opção, pois contém maior concentração de cacau e menor quantidade de açúcar e gordura.
Sendo ingerido na quantidade e qualidade certas, ele faz, sim, bem para a saúde. Isso porque é capaz de favorecer a saúde cardiovascular, melhorar a função cerebral, contribuir com o equilíbrio da microbiota intestinal e até influenciar positivamente o bem-estar emocional.
“Há uma associação entre o consumo de chocolate amargo e a liberação de serotonina e endorfina, neurotransmissores ligados à sensação de prazer e tranquilidade. Isso pode fazer diferença em quadros de estresse, ansiedade ou até TPM”, explica Dr. Danilo.
Entretanto, sobre o chocolate ao leite, o médico faz um alerta. “Esses produtos, em geral, têm baixo teor de cacau e alto teor de açúcar e gordura hidrogenada. Ou seja, o sabor pode até ser mais atrativo, mas os benefícios são menores ou nulos. Para quem busca saúde e equilíbrio, é melhor evitar ou consumir só em ocasiões muito pontuais.”
Quanto chocolate consumir por dia?
Apesar de seus benefícios, o chocolate continua sendo um alimento calórico. A recomendação do médico é manter o consumo entre 20 e 30 gramas por dia, o equivalente a dois ou três quadradinhos de uma barra, e evitar horários muito próximos ao sono, já que o alimento pode conter cafeína.
“Se o desejo por doce é muito frequente ou exagerado, é importante investigar desequilíbrios hormonais ou alimentares. Às vezes, a vontade constante por chocolate pode ser um sinal de que algo não vai bem com o organismo”, alerta o médico.
Dicas para uma Páscoa mais equilibrada
Confira algumas estratégias simples podem ajudar:
Prefira chocolates com maior teor de cacau (acima de 70%);
Evite consumir grandes quantidades de uma vez; divida ao longo dos dias;
Não substitua refeições por chocolate;
Mantenha uma alimentação equilibrada ao longo do dia;
Fique atento aos sinais de fome emocional ou compulsão.
Folha Vitória