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Saúde

Ufes abre vagas para tratamento gratuito de enxaqueca menstrual; veja como se inscrever

Ao todo, estão sendo disponibilizadas 12 vagas, e os atendimentos começam a partir da segunda semana de abril


Foto: Freepik

Mulheres que sofrem com enxaqueca menstrual podem se inscrever para participar de um tratamento gratuito com neuromodulação não invasiva oferecido pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Ao todo, estão sendo disponibilizadas 12 vagas, e os atendimentos começam a partir da segunda semana de abril, na Clínica Escola da universidade, localizada no campus de Maruípe, em Vitória.

A iniciativa faz parte do projeto de extensão Neuromodulação Ufes para Todos, vinculado ao Grupo de Estudo e Pesquisa em Neurorreabilitação e Neuromodulação (GEPENN). As interessadas devem realizar a inscrição gratuita por meio de formulário online e, após o cadastro, serão contatadas para a primeira avaliação e passarão por um processo de triagem.

Para participar, é necessário ter entre 18 e 65 anos, apresentar enxaqueca menstrual há pelo menos seis meses e ter disponibilidade para comparecer à Clínica Escola da Ufes. O tratamento será composto por cinco sessões de neuromodulação, com encontros semanais ao longo de cinco semanas, além de um dia destinado à avaliação inicial e outro à reavaliação.

A pesquisa é coordenada pela professora do Departamento de Educação Integrada em Saúde, Fernanda Moura, e conduzida por estudantes do curso de Fisioterapia.

Durante o estudo, serão aplicadas duas técnicas de neuromodulação não invasiva: a Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua e a Estimulação Transcutânea do Nervo Vago.

O objetivo é investigar se a combinação dos métodos pode reduzir a dor, melhorar a funcionalidade e contribuir para a qualidade do sono de mulheres que sofrem com enxaqueca menstrual.

Segundo a professora responsável pelo projeto, o tratamento pode ajudar as pacientes a compreender melhor a própria condição e a desenvolver estratégias para lidar com a dor.

Entender e tratar a condição faz muita diferença, não somente para aliviar a dor, mas para recuperar autonomia e a qualidade de vida. A neuromodulação, especificamente, tem demonstrado resultados esperançosos e promissores na redução da dor.

Fernanda Moura, professora do Departamento de Educação Integrada em Saúde

Ela destaca ainda que a enxaqueca menstrual pode impactar diretamente a rotina das mulheres, principalmente quando as crises são intensas e de difícil controle. Além da dor de cabeça, os sintomas podem incluir sensibilidade à luz, sons ou cheiros, além de náuseas e vômitos.

De acordo com a especialista, essas condições podem comprometer a concentração, o desempenho em atividades de estudo e trabalho, a prática de exercícios físicos e até o sono. Também podem afetar a vida social e familiar, gerando irritação, ansiedade e cansaço constante.

A professora alerta ainda para o estigma em torno das dores relacionadas ao ciclo menstrual. Segundo ela, muitas vezes os relatos de enxaqueca nesse período são minimizados, o que pode atrasar o diagnóstico e levar à automedicação.

“Esse estigma pode dificultar a busca por ajuda e o tratamento adequado, impactando diretamente na produtividade e no bem-estar das mulheres”, ressalta.

Folha Vitória

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