Mais cinco mandados de prisão temporária foram cumpridos na segunda fase da Operação Turquia, deflagrada nesta quarta-feira (18) no Espírito Santo. Um policial civil, que anteriormente havia sido afastado de suas funções, é um dos que teve a prisão temporária decretada.
A investigação liga policiais do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc) a um “esquema estruturado de criminalidade que incluiorganização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, tráfico de drogas e associação para o tráfico”, segundo o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES).
A suspeita é de que eles tenham envolvimento com uma facçãoligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Ao todo, são quatro policiais civis investigados na operação. Todos estão afastados das suas funções e, agora, dois estão presos. O policial alvo da operação nesta quarta é Erildo Rosa Júnior.
Também foram cumpridos nesta quarta três mandados de busca e apreensão, assim como uma medida cautelar de afastamento de função pública.
A ação, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Espírito Santo (Ficco/ES) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (Gaeco/MPES), dá continuidade ao desmantelamento de organização criminosa composta por servidores públicos envolvidos com o tráfico de drogas.
A Justiça do Espírito Santo recebeu a denúncia do Ministério Público, denunciou e tornouoito pessoas résno processo.
Alessandro Tiago Silva Dutra, policial civil
Eduardo Tadeu Ribeiro Batista da Cunha, policial civil (preso)
Erildo Rosa Júnior, policial civil (preso)
Eduardo Aznar Bichara, policial civil
Rod Wudson Teixeira dos Santos
As investigações tiveram início a partir da prisão em flagrante de um dos principais líderes do tráfico de drogas na região da Ilha do Príncipe, em Vitória, em fevereiro de 2024.
As investigações apontaram que parte das drogas apreendidas em ações policiais eram desviadas para a própria organização criminosa.
Uma fração dos entorpecentes não era devidamente registrada nos boletins de ocorrência, sendo posteriormente repassada a intermediários ligados ao grupo.
Além do desvio das drogas, os agentes são suspeitos derepassar informações sigilosas e receber propinapara favorecer a atuação de integrantes da facção criminosa.
As investigações também apontam que parte dos policiais investigados teriaomitido prisões e favorecido integrantes do grupo criminoso.
Na primeira fase da operação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão temporária e três medidas cautelares de afastamento das funções públicas de policiais civis lotados no Departamento Especializado em Narcóticos da Polícia Civil do Espírito Santo (Denarc/PCES).
Folha Vitória