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Saúde

Mpox: especialistas explicam sintomas, tratamento e riscos

Casos de mpox crescem no Brasil e no Espírito Santo. Veja sintomas, formas de transmissão e como se proteger da doença


Imagem: Freepik

O número crescente de casos de mpox tem chamado a atenção das autoridades de saúde. Embora menos letal do que outras doenças virais, a mpox exige atenção, principalmente pela forma como seus sintomas se apresentam e evoluem ao longo dos dias.

Segundo última atualização do Ministério da Saúde, o Brasil tem 140 casos confirmados e nove prováveis só neste ano. Já o Espírito Santo tem três casos confirmados e dois suspeitos, de acordo com a Secretária de Estado da Saúde (Sesa).

Entenda o que é a doença, como reconhecer os sintomas e qual o tratamento correto.

A mpox é uma doença viral, causada pelo vírusMonkeypox. É considerada uma zoonose, pois o agente infeccioso pode ser transmitido dos animais para os seres humanos e vice-versa, como também de uma pessoa para a outra.

Estudos indicam que o vírus é carregado principalmente por pequenos roedores, como esquilos, sendo que os macacos geralmente são hospedeiros acidentais, assim como os humanos. A doença já foi conhecida como varíola dos macacos, mas, para reduzir o estigma em relação aos primatas, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a chamar a infecção dempox.

A transmissão dampoxocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou materiais contaminados, como roupas e roupas de cama.

Segundo o infectologista Julio Onita, coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital IGESP, o período de incubação da doença varia de 6 a 13 dias, podendo chegar a 21 dias. Os principais sintomas são:

Inchaço nos gânglios linfáticos;

Lesões cutâneas que podem se espalhar pelo corpo.

Na manifestação ocular, os sinais de alerta são conjuntivite, dor, coceira, sensibilidade à luz, visão turva, inchaço das pálpebras, lesões ou bolhas ao redor dos olhos. O paciente também pode apresentar febre, calafrios, ínguas, fraqueza, dor de cabeça e dor corporal.

Dr. Pedro Antônio Nogueira Filho, oftalmologista e chefe do pronto-socorro do H.Olhos

Segundo os especialistas, o tratamento é focado nos sintomas e pode envolver o uso de analgésicos, antitérmicos ou medicamentos antivirais nos quadros mais graves.

“Durante esse período, é essencial manter o corpo hidratado, descansar e, se necessário, usar remédios para controlar a febre e a dor, sempre sob orientação médica. Outro cuidado importante é com as lesões na pele, que devem ser mantidas limpas e protegidas para evitar infecções secundárias”, explicou Julio Onita.

Já para os sintomas oculares, Antônio Nogueira Filho explica que “poderão ser indicados colírios lubrificantes, antivirais ou antibióticos, além de compressas frias e úmidas sobre os olhos fechados para reduzir o inchaço. A higienização das pálpebras poderá ser feita com soro fisiológico.”

Cuidados diários simples podem evitar a transmissão da mpox. Segundo o infectologista o contato direto com pessoas infectadas deve ser evitado, especialmente com suas lesões na pele, saliva e fluidos corporais.

Como o vírus também pode estar presente em objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis, é importante não compartilhar esses itens. Além disso, manter uma boa higiene pessoal, lavando as mãos com frequência com água e sabão ou utilizando álcool em gel, ajuda a reduzir o risco de contágio.

Em locais onde há surtos da doença, o uso de máscaras pode ser uma medida preventiva adicional, principalmente para aqueles que convivem com casos suspeitos ou confirmados.

Folha Vitória

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