Um novo golpe tem colocado os consumidores em alerta nos últimos dias: o golpe do QR code. A nova fraude envolve o envio de encomendas que não foram solicitadas e que usam o nome de grandes empresas como, por exemplo, Amazon e Shopee.
Nas embalagens dos produtos há QR codes com mais informações sobre o pedido ou mesmo a possibilidade de devolução do item.
Entretanto, ao escanear o código, a vítima é enviada para páginas falsas, onde é induzida a fornecer dados pessoais ou bancários para verificar informações sobre a compra.
Entenda o passo a passo do golpe
O golpe começa quando a vítima recebe uma encomenda que não solicitou e o pacote possui identificação semelhante à de grandes plataformas de comércio eletrônico.
A fraude é aplicada no momento em que o QR Code presente na encomenda é escaneado. Em vez de encaminhar o usuário para um canal oficial da empresa indicada na embalagem, o código direciona para páginas falsas desenvolvidas por criminosos.
Esses sites imitam plataformas de atendimento ou de rastreamento de pedidos e induzem a vítima a informar dados pessoais e bancários, sob o pretexto de confirmar informações ou finalizar um suposto procedimento relacionado à entrega.
Com as informações inseridas, os criminosos passam a ter acesso a dados sensíveis, que podem ser utilizados em novos golpes ou resultar em prejuízos financeiros para a vítima.
Como se proteger do golpe?
Não escaneie o QR Code presente na embalagem ao receber uma encomenda que não comprou;
Não clique em links ou clique em instruções do pacote: acesse o site ou oaplicativooficial da empresa e verifique se há pedido de compra no CPF ou cadastro;
Se não tiver registro, desconsidere o QR Code e não escreva os dados pessoais.
O que diz a Polícia Civil sobre o golpe do QR code?
Por meio de nota, a Polícia Civil do Espírito Santo informou que, atua permanentemente no monitoramento e na apuração de crimes cibernéticos e fraudes eletrônicas.
Diante dos casos recentes, o órgão orienta que consumidores confirmem informações diretamente nos canais oficiais das empresas.
Em caso de suspeita ou prejuízo, a recomendação é registrar boletim de ocorrência o quanto antes, presencial ou online, e preservar prints, links e demais evidências que possam auxiliar nas investigações.
Folha Vitória