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Polícia

Delegado preso por importunação sexual contra menina no Carnaval alega ser inocente

Polícia Civil em Cachoeiro de Itapemirim. Foto: Divulgação/PCESA vítima, de 14 anos, disse que o delegado a abordou de forma insistente, com frases de cunho sexual. Veja a nota completa


Mesmo algemado, o delegado ainda teria feito ameaças aos policiais, dizendo que iria prendê-los e fazer com que perdessem a farda.

O delegado da Polícia Civil Adhemar Pereira Fully, de 40 anos, que foi preso durante os festejos de carnaval em uma praça de Apiacá, região Sul do Espírito Santo, após ser acusado de importunação sexual contra uma adolescente de 14 anos, alega que é inocente.

A informação é da defesa do suspeito, feita pelo advogado Ayres Werner Lopes. O advogado enviou uma nota à reportagem da TV Vitória/Record, onde afirma, ainda, que confia na apuração técnica dos fatos, nas instituições da Justiça, no devido processo legal e na presunção de inocência.

No texto enviado, a defesa ressalta que “trata-se de tema sensível, que exige responsabilidade e respeito, especialmente quanto à proteção de crianças e adolescentes”. (Veja a nota na íntegra ao final desta reportagem). A reportagem do Folha Vitória tentou contato com o advogado nesta terça-feira (17), mas sem sucesso.

Denúncia de frases de cunho sexual

A denúncia contra o delegado aconteceu na noite de domingo (15). Segundo o relato da adolescente de 14 anos e dos familiares dela à polícia, o suspeito teria abordado a vítima de forma insistente, com frases de cunho sexual, e, mesmo diante das negativas da menor, teria a perseguido pelo local do evento.

Os policiais militares foram acionados por populares e, ao chegarem ao local, constataram que o delegadoestava armado e com nítidos sinais de embriaguez.

Segundo a PM, Adhemar Fully reagiu à abordagem e agrediu os policiais com golpes no tórax e empurrões.

O relato dos militares diz ainda que o delegadoproferiu xingamentos contra a guarnição e tentou fugir.Os policiais, então, utilizaram técnicas de contenção física e conseguiram deter o suspeito. O delegado portava uma pistola da Polícia Civil.

Adhemar Fully foi encaminhado para a 7ª Delegacia Regional, em Cachoeiro de Itapemirim, onde foi autuado em flagrante por importunação sexual. Posteriormente, foi encaminhado ao presídio Alfa 10, unidade destinada a policiais civis.

Em nota, a Polícia Civil declarou que não compactua com práticas ilícitas e que o caso será investigado pela Corregedoria.

“Todas as condutas de seus integrantes são rigorosamente apuradas. A Corregedoria-Geral instaurará os devidos procedimentos administrativos internos para verificar eventual responsabilidade disciplinar do servidor envolvido”, finaliza a nota a corporação.

Delegado já respondeu por homicídio culposo

Há oito anos, em fevereiro de 2018, o delegado Adhemar Pereira Fullyrespondeu a processo por homicídio culposo, suspeito de provocar um grave acidente na cidade de Manhumirim, em Minas Gerais.

Testemunhas disseram que o delegadoteria tentado ultrapassar um caminhão e acabou colidindo com um motociclista, que estava no sentido oposto.

Fernando Batata, como foi identificado o motociclista, foi arremessado na pista, foi socorrido e acabou morrendo no hospital.Já o delegado, segundo testemunhas relataram na época, fugiu sem prestar socorro à vítima.

Posteriormente, Adhemar Fullyacabou se apresentando espontaneamente à polícia.Na época, em depoimento, o delegado afirmou quebebeu duas latas de cerveja antes do acidente.

Na ocasião, a Polícia Civil de Manhumirim informou que o delegado responderia por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas com três qualificadoras: por não socorrer a vítima, abandono do local do acidente e por embriaguez ao volante.

Veja a nota na íntegra da defesa do delegado sobre o caso de importunação sexual contra menor:

A defesa técnica do investigado informa que os fatos noticiados, supostamente ocorridos durante as festividades de Carnaval, ainda se encontram em fase inicial de apuração.

Trata-se de tema sensível, que exige responsabilidade e respeito, especialmente quanto à proteção de crianças e adolescentes.

O investigado afirma ser inocente das acusações divulgadas e exercerá plenamente seu direito constitucional de defesa.

Por orientação jurídica, a defesa não irá se manifestar sobre o mérito neste momento, aguardando o avanço das investigações e o acesso integral aos elementos informativos, oportunidade em que os esclarecimentos serão prestados nos autos.

A defesa confia na apuração técnica dos fatos, nas instituições da justiça, no devido processo legal e na presunção de inocência.

Folha Vitória

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