Fábio Bianchi é pai de Fabrício Nogueira Bianchi, universitário assassinado a facadas durante um assalto em Guarapari. Foto: Reprodução/TV Vitória
O pai do estudante de Direito Fabrício Nogueira Bianchi, de 22 anos, morto a facadas em um assalto na orla de Guarapari, na frente da namorada, na noite de quinta-feira (5), falou sobre os sonhos do filho.
De acordo com o motorista de aplicativo Fábio Bianchi, Fabrício iria se formar em Direito no primeiro semestre de 2027, era muito aplicado aos estudos, pretendia fazer o concurso da Polícia Militar e sonhava em dar uma vida melhor para a família, principalmente para a mãe.
No dia do assalto seguido de morte, o pai contou que o filho saiu com a namorada para ver a lua. Algum tempo depois, Fábio recebeu uma ligação do outro filho.
Foi o irmão dele, de 20 anos, que me ligou pedindo para eu descer na Praia do Riacho, que Fabrício havia sido esfaqueado. Fui ao local, cheguei lá, ele já estava dentro da viatura do Samu sendo reanimado. Aí a mãe dele veio desesperada: ‘Salva meu filho, salva nosso filho’. Eles tentaram e depois só comunicaram que ele tinha vindo a óbito. Foi uma coisa chocante.”
Fábio Bianchi, pai de Fabrício.
As declarações foram dadas em entrevista à TV Vitória/Record. O motorista de aplicativo contou ainda que Fabrício era um jovem reservado e focado nos estudos.
“Ele era um jovem de poucos amigos, não era de viver em turma. O Fabrício era focado no que ele queria paraa vida dele, que era estudar. Ele fez o Enem e o Prouni. Das quatro vagas que havia em Guarapari, de bolsa do governo, ele ganhou uma vaga de 100%, por esforço dele mesmo. Então ele tinha um sonho de estudar”, relatou.
Ainda segundo o pai, o universitário estudava para o concurso da Polícia Militar. “Ele era um cara focado, ele pensava em ser polícia, ele queria entrar para a polícia, prender criminosos. Mas aquilo que ele sonhava combater acabou tirando a vida dele”, desabafou.
Com indignação, o pai do universitário disse que ainda está em estado de choque, que não conseguiu ver o corpo do filho e que a família espera por justiça.
“Se ele (o suspeito) não tivesse sido solto, tivesse realmente cumprido aquilo que talvez a lei manda, não teria tirado, ceifado, mais uma vida de um jovem sonhador, um jovem batalhador. O que eu espero é a justiça, que ele agora realmente pague pelos erros dele. E não desejo mal a ninguém, mas que ele pague, realmente, pelo erro dele.”
O estudante de Direito Fabrício Nogueira Bianchi, de 22 anos, foi morto durante um assalto na orla de Guarapari, na frente da namorada na noite desta quinta-feira (5).
Segundo a Polícia Militar, Fabrício e a namorada foram abordados por um homem armado com uma faca, que anunciou o assalto e roubou o celular. O estudante entrou em luta corporal com o criminoso, mas foi atingido por diversos golpes de faca.
Fabrício chegou a ser socorrido pelo Samu, que realizou manobras de reanimação, mas não resistiu aos ferimentos. O crime aconteceu na Avenida Oceânica, na região da Praia do Riacho, bairro Ipiranga.
Durante as buscas na região, um homem de 31 anos foi localizado escondido em uma casa no bairro Kubitschek, demonstrando nervosismo.
Na abordagem, o suspeito teria confessado o crime aos policiais militares. Ele relatou que trocou o celular roubado por entorpecentes e que descartou a faca utilizada no crime. O homem também indicou pessoas que teriam participado da negociação do aparelho.
A polícia conseguiu recuperar o celular da vítima. Outros dois homens foram conduzidos por suspeita de envolvimento na receptação do objeto e por tráfico de drogas.
*Com informações da repórter Ana Carolini Mota, da TV Vitória/Record
Fonte: Folha Vitória