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Agora você pode ter o seu próprio Jarvis: a nova era dos agentes de IA nas empresas

Foto: CanvaDa ficção científica ao centro da estratégia corporativa, agentes de IA deixam de ser aposta futura e passam a entregar eficiência

Por Fabricio Rodrigues em 04/02/2026 às 17:00:14
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*Artigo escrito por Felipe Valfre, advogado e advisor de capital para desenvolvimento de tecnologia e inovação. CEO Valfre Advogados e membro do Comitê Qualificado de Conteúdo de Inovação e Tecnologia de 2025 do Ibef-ES.

Enquanto você lê, seus concorrentes já colocam agentes de IA para operar no coração do negócio. Não é mais ficção do Homem de Ferro: o “seu Jarvis” existe, está no mercado e cabe no orçamento. O segmento de intelligent process automation saiu do hype e acelera: foi estimado em US$ 14,55 bi em 2024 e pode chegar a US$ 44,74 bi até 2030.

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Executivos já tratam ROI como métrica de curto prazo, sendo que a maioria confia em retorno em 1–3 anos. A pergunta mudou: não é “se” vamos usar agentes, e sim onde eles destravam valor agora.

E onde aplicar essa oportunidade? Em finanças, o tempo de auditoria e reconciliação pode cair até 80%. No atendimento, agentes resolvem até 75% das solicitações sem fila, elevando a satisfação e cortando custo. Em RH, a triagem pode ser reduzida em cerca de 60%.

Nesse sentido, no Brasil, fintechs já aprovam microcrédito em minutos, o que antes levava dias. O ponto é comercial: menos atrito, ciclo de receita mais curto, custo de aquisição de cliente mais saudável, churn mais baixo. Não é sobre tecnologia, é sobre resultado.

Por que nem toda empresa já embarcou?

Falta fluência de negócio em IA e direção executiva. Pesquisas mostram lacuna de competências (33%) e complexidade de dados (25%) como travas imediatas; nos conselhos, o freio é governança e risco: viés algorítmico (60%), conformidade regulatória (53%), privacidade (50%) e alucinações/inacurácia (43%).

Some a isso o dado incômodo:apenas 1% das empresas se enxergam maduras em IA, o gargalo está mais emliderança e roteiro do que em resistência do time. E, sim,fragmentação segue pesando:66% apontam falta de integrações e64% citamgap de skills como barreiras à hiperautomação.

O caminho prático combina alfabetização executiva, guardrails de governança e dados confiáveis, com agentes acoplados a processos claros; a boa notícia é que low/no-code já abre a porta para PMEs entrarem sem exércitos de programadores.

Se você lidera um negócio, trate agentes de IA como vetor de oportunidade. Escolha três processos que movem ponteiro de receita ou custo e cobre ROI em 12 meses.

Portanto, quem entrar agora captura uma arbitragem de eficiência que vira barreira competitiva; quem adiar vai negociar preço com quem já opera mais leve, mais rápido e com melhor experiência do cliente.

Nesta onda, “depois” é sinônimo de fora do jogo. E o mercado não perdoa irrelevância.

Este texto expressa a opinião do autor e não traduz, necessariamente, a opinião do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo.

Fonte: Folha Vitória

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