Foto: Divulgação/Aebes
Uma médica cardiologista que atua no Hospital Evangélico, em Vila Velha, foi afastada de suas funções após a repercussão de comentários publicados nas redes sociais envolvendo a prescrição de medicamentos a pacientes.
A Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (Aebes), que administra o hospital onde a médica Kamila Silva Marins Chamon atua, informou que o afastamento foi determinado para a apuração dos fatos.
A publicação realizada por meio do Instagram menciona a troca de medicamentos utilizados no tratamento do colesterol e da pressão arterial, além da prescrição de uma “caneta”.
Entretanto não há, até o momento, informações sobre o contexto em que as manifestações teriam ocorrido nem a quem seriam direcionadas.
Eu vou trocar sua sinvastatina e não aceito um não tenha dinheiro para rosuva. E vou trocar sua Losartana também. E vou passar caneta. Faz favor de se tratar direito. Eu hein.
Kamila Silva Marins Chamon
Veja a publicação na íntegra:
A sinvastatina e a rosuvastatina são medicamentos usados para reduzir o colesterol, enquanto a losartana é utilizada principalmente no controle da pressão arterial. A expressão “passar caneta” pode se referir a medicamentos injetáveis, mas não é possível identificar qual produto foi mencionado apenas com base na publicação.
Médica foi afastada das funções
Veja o que diz a Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (Aebes) sobre o caso :
A Aebes informa à sociedade que a médica, Dra. Kamila Silva Marins Chamon, foi afastada de suas funções para que o setor de Compliance realize a devida apuração dos fatos e adote todas as medidas cabíveis.
Associação Evangélica Beneficente Espírito-Santense (Aebes)
A associação também reafirmou seu compromisso com a ética, a integridade, a transparência e a segurança dos pacientes.
CRM-ES pode instaurar sindicância
O Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) informou que pode instaurar sindicâncias a partir de denúncias formais ou por iniciativa própria, quando toma conhecimento de informações de repercussão pública.
Segundo o conselho, a denúncia formal deve conter a identificação do denunciante e do médico denunciado, além de um relato detalhado dos fatos. Todas as denúncias são apuradas.
A sindicância tem como objetivo esclarecer o ocorrido e pode resultar na abertura de um Processo Ético-Profissional, caso sejam identificados indícios suficientes de autoria e materialidade de infração ao Código de Ética Médica. Veja a nota completa:
O Conselho Regional de Medicina do Espírito Santo (CRM-ES) informa que pode instaurar sindicância por meio de denúncia formal, com a devida identificação do denunciante, do médico denunciado, com o relato circunstanciado dos fatos, ou de ofício, após tomar conhecimento das informações em casos de repercussão pública. Todas as denúncias são rigorosamente apuradas.
A sindicância tem como objetivo apurar os fatos e pode resultar em abertura de um Processo Ético Profissional, caso haja elementos suficientes de indícios de materialidade e autoria de infração ao Código de Ética Médica.
O CRM-ES não se manifesta sobre casos concretos, a não ser nos autos. Conforme disposto no Código de Processo Ético Profissional, todos os trâmites processuais correm em segredo de Justiça.
A reportagem do Folha Vitória tentou contato por meio das redes sociais e ligações para o consultório da médica cardiologista Kamila Silva Marins Chamon para obter um posicionamento sobre os comentários publicados nas redes sociais e o afastamento de suas funções.
Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação, e o posicionamento da profissional será incluído no texto assim que houver resposta.
Fonte: Folha Vitória