Foto: Canva/Reprodução
No Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC), celebrado nesta quinta-feira (29), especialistas alertam para a importância do atendimento rápido diante dos primeiros sintomas da doença. Quanto menor o tempo entre o início dos sinais e o tratamento, maiores são as chances de recuperação e menores os riscos de sequelas.
Na neurologia, a urgência é resumida pela expressão “tempo é cérebro”. Isso porque a interrupção ou a redução do fluxo sanguíneo compromete o fornecimento de oxigênio e nutrientes às células cerebrais, o que pode provocar danos irreversíveis.
O neurocirurgião José Antônio Fiorot Junior explica que o AVC ocorre quando o sangue deixa de circular adequadamente em uma região do cérebro, seja por uma obstrução, seja pelo rompimento de um vaso sanguíneo.
Na neurologia costuma-se usar a máxima de que “tempo é cérebro”, reforçando que identificar os sintomas precocemente e buscar socorro especializado de imediato faz toda a diferença entre a recuperação e a dependência permanente.
José Antônio Fiorot Junior, neurologista
A falta de circulação adequada pode levar à morte dos neurônios, o que torna o reconhecimento dos sintomas e a busca imediata por atendimento médico fundamentais para reduzir os danos e preservar as funções neurológicas.
Quais são os tipos de AVC?
O AVC se divide em dois tipos: isquêmico, responsável por cerca de 85% dos casos, ocorre quando um coágulo ou outra obstrução bloqueia uma artéria que leva sangue ao cérebro. Já o hemorrágico acontece quando um vaso sanguíneo se rompe e provoca sangramento no tecido cerebral.
Nos dois casos, a condição exige atendimento médico de urgência. A identificação dos sintomas e o acionamento rápido do serviço de emergência podem fazer diferença no tratamento e na recuperação do paciente.
Como reconhecer os sinais de AVC?
Alterações súbitas no rosto, na força dos braços e na fala estão entre os principais sinais de alerta. Para facilitar o reconhecimento, a população pode usar a regra do SAMU:
Sorriso: peça para a pessoa sorrir e observe se um lado do rosto está caído ou se a boca fica torta.
Abraço: peça para levantar os dois braços e verifique se um deles perde a força ou cai.
Música: peça para repetir uma frase simples ou cantar. Fala enrolada, confusa ou dificuldade para se expressar podem indicar um AVC.
Urgência: diante de qualquer um desses sinais, ligue para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192.
Mesmo que os sintomas desapareçam após alguns minutos, é importante procurar atendimento médico imediatamente. A suspeita de AVC não deve ser ignorada nem ter o atendimento adiado.
Prevenção reduz o risco de AVC
Embora seja uma das principais causas de morte e incapacidade, muitos casos de AVC podem ser prevenidos com o controle dos fatores de risco. Entre as medidas recomendadas estão o acompanhamento da pressão arterial, o controle do diabetes e do colesterol e o tratamento adequado de doenças cardíacas, como a fibrilação atrial.
Evitar o tabagismo, praticar atividades físicas, manter uma alimentação equilibrada e reduzir o consumo excessivo de álcool também contribuem para diminuir o risco da doença.
O acompanhamento médico regular é importante para identificar e tratar condições que aumentam a probabilidade de um AVC. Ainda assim, diante de sintomas suspeitos, a prioridade deve ser buscar atendimento de emergência, sem esperar por uma consulta ou pela melhora espontânea do quadro.
Fonte: Folha Vitória