Com o avanço da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado, a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) se manifestou nesta terça-feira (13) sobre a possível mudança na legislação trabalhista. A entidade apresentou sua posição sobre o tema e chamou a atenção para o momento político em que ocorre a discussão.
“Não somos contrários ao debate sobre a jornada de trabalho. O que defendemos é que essa discussão considere as particularidades de cada setor e seja conduzida por meio da negociação entre sindicatos patronais e laborais, evitando o engessamento das relações de trabalho. Ainda mais às vésperas das eleições”, afirmou o presidente da Findes, Paulo Baraona, em nota.
A proposta de emenda à Constituição (PEC) 221/2019 reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Assim, ela garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.
Nesta terça-feira (13), o Senado concluiu a quarta sessão de discussão da matéria. Já nesta quarta-feira (14), os senadores devem realizar a quinta e última sessão e poderão votar a proposta em primeiro turno.
Escala 6×1 e desafios do país
Assim, Baraona destacou que a Findes e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acompanham o andamento da proposta. Segundo ele, o debate precisa considerar os desafios que o país enfrenta para melhorar a produtividade e a competitividade.
Além disso, o presidente da entidade defendeu uma avaliação dos efeitos da mudança para trabalhadores e empresas. Para Baraona, o Congresso precisa discutir não apenas a redução da jornada, mas também as condições necessárias para implementar as novas regras.
“Mais do que debater a redução da jornada, precisamos discutir por que e como essa mudança seria implementada, quais seriam seus impactos para trabalhadores e empresas e o que precisa avançar antes de uma alteração na legislação. É fundamental buscar soluções que conciliem qualidade de vida, produtividade, geração de empregos e competitividade da indústria brasileira”, disse Baraona.
Folha Vitoria