Empreendedores da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) no Espírito Santo terão R$ 1,5 bilhão do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) em 2027. A programação prevê recursos para agricultura, infraestrutura, indústria, comércio, serviços, pecuária e turismo.
O valor foi apresentado nesta quarta-feira (23), em Vitória, durante encontro com representantes de entidades de desenvolvimento, órgãos governamentais e lideranças do setor produtivo. O Conselho Deliberativo da Sudene ainda analisará a estimativa inicial em dezembro.
A agricultura terá a maior parcela dos recursos, com R$ 618,6 milhões. Em seguida, aparecem infraestrutura, com R$ 418,9 milhões; indústria, com R$ 201,4 milhões; e comércio e serviços, com R$ 189,7 milhões.
A programação também reserva R$ 88,6 milhões para a pecuária e R$ 30,2 milhões para o turismo. Pessoas físicas terão R$ 2 milhões destinados a financiamentos estudantis pelo P-Fies e à implantação de sistemas residenciais de energia solar.
Segundo o planejamento, o orçamento representa o piso de aplicações do FNE no Espírito Santo. Na prática, o volume de financiamentos poderá ser maior conforme os projetos apresentados para contratação de crédito.
Financiamento de áreas produtivas
Em toda a área de atuação da Sudene, o FNE terá R$ 60,9 bilhões em 2027 para financiar atividades produtivas. O montante é 16% superior ao programado para o ano anterior.
Do total do Fundo, a programação deverá destinar 62% a empreendedores de portes prioritários, como mini, micro, pequenos e pequeno-médios negócios. Para infraestrutura, a programação estabelece orçamento específico equivalente a 35% dos recursos do FNE.
A distribuição considera diretrizes do Conselho Deliberativo da Sudene e as características econômicas e territoriais dos estados atendidos pela autarquia. Cada estado terá limites de participação que variam entre 5% e 30% do orçamento do Fundo.
Por fim, o semiárido nordestino deverá receber cerca de R$ 30,5 bilhões. As áreas classificadas como prioritárias pela Política Nacional de Desenvolvimento Regional terão R$ 42,7 bilhões, enquanto as Regiões Integradas de Desenvolvimento receberão R$ 1,82 bilhão e as Cidades Intermediadoras, R$ 3,01 bilhões.
Folha Vitoria