Registro da participação da empresa de gestão hospitalar no evento de tecnologia, inovação e negócios em saúde, realizado em São Paulo
Com o objetivo principal de promover a aplicação prática da tecnologia e da transformação digital na gestão de instituições de saúde e na sustentabilidade do setor, foi realizado nos dias 16 e 17 de setembro, em São Paulo, o Healthcare Innovation Show (HIS) 2026 que reuniu discussões sobre governança de dados, inteligência artificial, interoperabilidade e transformação digital na saúde. Empresa capixaba de tecnologia participou do evento e conta um pouco do que aconteceu por lá.
Entre os destaques do evento, estiveram as soluções voltadas à integração de informações e ao uso da tecnologia para apoiar processos e decisões na gestão hospitalar, segundo Vinicius Franco, diretor e cofundador da plataforma capixaba Datasigh, que levou ao HIS seu sistema de gestão hospitalar.
Dados que ajudam a tomar decisões
Para Vinicius Franco, a fragmentação das informações pode dificultar decisões e gerar perdas na operação das instituições.
“Hospitais e clínicas produzem diariamente uma grande quantidade de dados, mas muitos deles ficam distribuídos entre diferentes sistemas, planilhas e processos. Gestores de saúde não sofrem por falta de dados, mas porque as informações estão fragmentadas“
Na prática, a falta de integração pode afetar processos como o acompanhamento de glosas, o controle de estoques e a ocupação das agendas médicas. Quando diferentes áreas trabalham com informações que não estão conectadas, parte do potencial desses dados se perde.
É nesse ponto que entra a interoperabilidade, capacidade de diferentes sistemas, redes e dispositivos trocarem informações de maneira automática e segura.
Tecnologia com impacto na operação
A discussão sobre integração não está restrita à área de tecnologia. No HIS 2026, a interoperabilidade apareceu justamente como uma questão estratégica para as instituições de saúde, ao lado de temas como governança de dados, segurança da informação e inteligência artificial.
A inteligência artificial também começa a ser incorporada a processos hospitalares, incluindo recursos para transcrição de consultas e apoio à decisão clínica. O desafio, nesse cenário, é fazer com que essas ferramentas estejam conectadas aos sistemas utilizados no cotidiano e produzam informações que possam ser aproveitadas pelas equipes.
Para Vinicius, essa mudança altera a própria forma de encarar a tecnologia dentro das instituições. “A integração deixou de ser projeto de TI e virou decisão de sobrevivência financeira da instituição”, conclui o gestor de plataforma de Softwares e Sistemas para Gestão de Hospitais e Clínicas.
Fonte: Folha Vitória