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Plano de saúde: o que avaliar antes de contratar

Com 53,1 milhões de beneficiários, saúde suplementar tem alta movimentação e exige atenção a cobertura, rede, custos e regras do contrato

Por Redação em 16/09/2026 às 17:00:10
Crédito: Canva

Crédito: Canva

Mais de 53 milhões de vínculos de assistência médica estão registrados no Brasil, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em julho de 2026, eram 53.156.550 beneficiários em planos de assistência médica, número que mostra a dimensão da saúde suplementar no país. No mesmo mês, foram registradas mais de 1,2 milhão de adesões e 1,1 milhão de cancelamentos, evidenciando a movimentação constante do setor.

Nesse cenário, escolher um plano de saúde envolve mais do que comparar mensalidades. Rede credenciada, abrangência geográfica, coparticipação, carências, regras de reajuste e perfil de utilização podem alterar tanto o custo quanto a experiência do beneficiário.

Para Flávio Cirilo, CEO da QualiSaúde, o consumidor deve considerar o plano a partir das necessidades que pretende atender.

“O plano de saúde precisa ser analisado como um produto de utilização recorrente, e não apenas como uma despesa mensal. O consumidor precisa entender quais são suas necessidades e verificar se a cobertura oferecida realmente corresponde ao que ele espera utilizar”, afirma.

Rede e abrangência entram na conta

A rede credenciada está entre os primeiros pontos a serem observados. Um plano com mensalidade menor pode não atender às necessidades do beneficiário se não oferecer acesso aos profissionais, hospitais e laboratórios que ele pretende utilizar.

A abrangência geográfica também merece atenção, especialmente para quem viaja com frequência ou passa períodos em outras cidades. A localização dos serviços disponíveis pode fazer diferença quando o atendimento é necessário.

Outro ponto que Cirilo alerta é sobre a coparticipação. Mesmo que possa estar associada a uma mensalidade menor, a modalidade prevê pagamentos adicionais conforme a utilização de determinados serviços.“Embora possa reduzir o valor da mensalidade, o modelo gera custos adicionais conforme o beneficiário utiliza determinados serviços. Por isso, a comparação deve considerar o custo potencial do plano ao longo do ano, e não apenas o valor apresentado no momento da contratação”.

Contrato exige atenção antes da assinatura

Carências e condições contratuais também fazem parte da escolha. Para o advogado Eduardo Amorim, presidente da Comissão de Direito Médico da OAB-ES, conhecer as regras previamente ajuda o consumidor a entender os limites e as condições de utilização.

“É importante que o consumidor saiba exatamente o que está contratando. A análise deve incluir as condições de utilização, a abrangência, as carências, a rede disponível e as regras de reajuste. A mensalidade é apenas uma parte da equação”, explica.

A ANS também disponibiliza informações que permitem acompanhar o desempenho das operadoras no relacionamento com os consumidores. Os dados do segundo trimestre de 2026, por exemplo, incluem indicadores de reclamações e listas de excelência e de redução de reclamações.

Para Amorim, consultar essas informações pode ampliar a capacidade de comparação antes da contratação. “As listas de desempenho e de redução de reclamações ajudam o consumidor a fazer uma escolha mais consciente. Quanto mais informação estiver disponível, maiores são as condições de comparar as opções de forma objetiva”, explica.

Escolha também afeta empresas

O movimento de expansão do setor também interessa diretamente às empresas. Para pequenas e médias empresas, o plano de saúde pode representar uma parcela relevante dos custos com benefícios, mas também pode funcionar como instrumento de atração e retenção de profissionais.

Nesse caso, segundo Flávio Cirilo, a escolha precisa considerar o perfil dos funcionários e a capacidade financeira do negócio. “Para as Pequenas e Médias Empresas, não se trata simplesmente de escolher o plano mais barato. É preciso buscar equilíbrio entre o orçamento da empresa, a qualidade da assistência e aquilo que efetivamente tem valor para os colaboradores”, destaca.

A recomendação vale também para empresas que pretendem revisar contratos já existentes. Com a variedade de produtos disponíveis no mercado, comparar propostas considerando apenas a mensalidade pode esconder diferenças importantes de rede, cobertura e modelo de utilização.

Fonte: Folha Vitória

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