*Texto de Fernanda Zandonadi
O Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo cresceu 4,8% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado ficou acima da expansão de 1,9% registrada pela economia brasileira.
Somente no segundo trimestre, a economia do Espírito Santo avançou 1,9% em relação aos três primeiros meses do ano, considerando o ajuste sazonal. No Brasil, o crescimento foi de 0,5%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB estadual aumentou 4,7%, enquanto a economia brasileira cresceu 2%. No acumulado dos últimos quatro trimestres, o avanço capixaba também foi de 4,8%, ante 1,9% no país.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (3) pelo presidente do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), Antônio Ricardo Freislebem da Rocha e mostram o bom momento econômico no Estado. “No segundo trimestre de 2026 a economia capixaba expandiu-se em todas as quatro bases de comparação temporal analisadas”.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Muniz Salume, os indicadores refletem um ambiente favorável à atração de novos projetos.
“Estivemos em São Paulo, onde tivemos algumas reuniões importantes sobre novos investimentos. A próxima rodada de será no Triângulo Mineiro. Esse é o momento do Espírito Santo. É o momento em que estamos começando a colher os resultados de tudo o que foi definido”, disse, citando novos investimentos de empresas que já estão em solo capixaba, como a Weg (Linhares) e a Marco Polo (São Mateus), além da chinesa GWM, que será instalada em Aracruz.
O secretário de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, destacou também os projetos de infraestrutura logística como parte da estratégia de crescimento do Estado.
“A continuação e o aproveitamento da vocação para o comércio exterior marcam a história econômica capixaba. Por exemplo, a estruturação do Parklog, da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) e do Porto de Águas Profundas em Aracruz, que ampliam significativamente a capacidade de entrada e saída de produtos no Estado. Além disso, há o Parklog do Sul, em Presidente Kennedy, que complementa essa rede como outro investimento essencial”, afirmou.
A indústria foi o setor que mais contribuiu para o crescimento da economia capixaba no primeiro semestre, com expansão de 10,9%. Os serviços avançaram 2,9%, enquanto a agropecuária apresentou retração de 0,4%.
Dentro da indústria, o principal destaque foi o segmento extrativo, que cresceu 32%. O resultado foi impulsionado pelo aumento de 46,3% na extração de petróleo e de 98,4% na produção de gás natural.
Além disso, a produção de pelotas de minério de ferro também contribuiu para o desempenho do setor. A atividade cresceu 28% na Vale e 8% na Samarco.
A indústria de transformação, por outro lado, recuou 2,8%. A fabricação de produtos alimentícios caiu 9,7%, enquanto a produção de celulose, papel e derivados diminuiu 6,9%.
O comércio varejista ampliado teve alta de 5,8%, um dos maiores avanços no semestre. Os serviços prestados às famílias cresceram 5,6%. Transportes, atividades auxiliares e correios avançaram 0,5%.
Apesar da retração acumulada no primeiro semestre, a agropecuária apresentou o maior crescimento entre os setores na passagem do primeiro para o segundo trimestre.
Assim, a atividade avançou 4,9% nessa comparação. A indústria cresceu 2,9% e os serviços tiveram expansão de 1,2%.
O desempenho dos três setores levou o PIB capixaba a crescer 1,9% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano.
Em valores correntes, o PIB do Espírito Santo chegou a R$ 72,1 bilhões no segundo trimestre. No acumulado dos últimos quatro trimestres, a economia estadual movimentou R$ 259,2 bilhões.
Folha Vitoria