*Artigo escrito por Alecsandro Casassi, presidente do Ibef-ES
Quarenta anos representam uma longa jornada para qualquer instituição. No caso do Ibef-ES, significam quatro décadas acompanhando mudanças que transformaram o ambiente empresarial, o mercado financeiro e a própria economia do Espírito Santo.
Quando uma instituição atravessa diferentes ciclos econômicos e permanece relevante, isso não acontece por acaso. É resultado da capacidade de se adaptar, ouvir o mercado e, principalmente, compreender que conhecimento não é algo estático.
O mercado financeiro que conhecemos hoje é muito diferente daquele de quatro décadas atrás. A tecnologia mudou a velocidade das informações, novas formas de investimento surgiram, as empresas passaram a atuar em um ambiente cada vez mais conectado e as decisões econômicas passaram a sofrer influência de fatores que ultrapassam fronteiras.
Ao mesmo tempo, alguns princípios continuam fundamentais. Responsabilidade, planejamento, capacidade de análise, visão de longo prazo e diálogo seguem sendo essenciais para quem precisa tomar decisões.
É justamente nessa combinação entre experiência e renovação que vejo a importância do IBEF-ES chegar aos seus 40 anos.
Uma instituição como a nossa não existe apenas para acompanhar o mercado. Existe para reunir pessoas que participam dele e criar oportunidades para que esse conhecimento circule.
O encontro entre diferentes experiências é capaz de produzir novas ideias, ampliar perspectivas e ajudar na tomada de decisões.
O Encontro Ibef-ES, que será realizado no dia 3 de setembro, traduz esse propósito. Ao reunir importantes nomes do mercado econômico e financeiro do Espírito Santo e convidados de outras regiões, o evento cria um espaço para discutir o presente sem perder de vista aquilo que está por vir.
Essa troca é especialmente importante em um cenário no qual as mudanças acontecem em velocidade cada vez maior. Não basta conhecer os indicadores. É preciso compreender o que eles representam, quais tendências podem surgir e como seus efeitos chegam às empresas, aos investimentos e à sociedade.
Também é preciso reconhecer a força do Espírito Santo nesse debate. Nosso Estado possui empresas de diferentes setores, profissionais qualificados e uma economia conectada a importantes cadeias produtivas nacionais e internacionais.
Temos condições de participar ativamente das discussões que definem os caminhos da economia brasileira.
O papel de uma entidade como o Ibef-ES é justamente contribuir para que essa participação seja cada vez mais qualificada.
Ao celebrar 40 anos, olhamos para o passado com orgulho, mas sem nostalgia. A história nos dá repertório, não respostas prontas. Cada novo ciclo exige capacidade de aprender, rever conceitos e acompanhar as transformações.
Por isso, celebrar quatro décadas também significa reafirmar um compromisso com o futuro.
O Ibef-ES seguirá sendo um espaço de encontro, conhecimento e diálogo entre profissionais que acreditam que uma economia mais forte também se constrói com informação de qualidade e decisões bem fundamentadas.
Os próximos 40 anos certamente serão diferentes dos primeiros. E essa é justamente a parte mais interessante da nossa história: ainda há muito a construir.
Folha Vitoria