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Picasso em Vitória: 7 curiosidades sobre a vida do artista

Uma palavra ligada ao lápis, a paixão pelas touradas, a convivência com artistas de circo e até rituais de superstição fazem parte da trajetória de Pablo Picasso, um dos nomes mais im


Uma palavra ligada ao lápis, a paixão pelas touradas, a convivência com artistas de circo e até rituais de superstição fazem parte da trajetória de Pablo Picasso, um dos nomes mais importantes da arte do século XX. Essas histórias ajudam a revelar outras faces do artista e podem ser conhecidas durante o feriadão de 7 de setembro, em Vitória, onde uma exposição gratuita reúne 120 obras relacionadas ao espanhol.

A mostra “Picasso, a construção de um gênio — A arte de nunca ser o mesmo” está em cartaz no Espaço Cultural do Palácio Anchieta, no Centro da capital. A chegada ao Espírito Santo integra as comemorações dos 80 anos do Sesc-ES.

Do lápis à escola de belas-artes

Entre as histórias associadas à infância de Picasso está a de que sua primeira palavra teria sido “piz”, uma abreviação de lápiz, “lápis” em espanhol. O interesse pela arte apareceu muito cedo, influenciado pelo pai, que também era pintor e professor.

Aos 13 anos, Picasso já frequentava uma escola de belas-artes. A relação com a criação, no entanto, não ficou restrita à pintura. Ao longo da carreira, ele também produziu esculturas, cerâmicas, gravuras e colagens, além de escrever poemas e peças de teatro.

A experimentação chegou aos materiais usados em suas obras. Em uma de suas guitarras, por exemplo, utilizou papel de jornal, cordas, pregos e até uma espécie de esfregão.

O artista que se aproximou dos saltimbancos

Quando se estabeleceu definitivamente em Paris, em 1904, Picasso ainda era um jovem espanhol tentando conquistar espaço na capital francesa. Foi nesse período que passou a frequentar circos e a observar de perto palhaços, acrobatas e saltimbancos.

A aproximação tinha também uma identificação pessoal. Assim como aqueles artistas que viviam à margem e dependiam do público, Picasso era um estrangeiro em Paris, com pouco dinheiro e ainda em busca de reconhecimento.

Os personagens começaram a aparecer em suas obras, muitas vezes representados fora do picadeiro e em cenas melancólicas. O universo dos saltimbancos marcou principalmente a chamada fase rosa, entre 1904 e 1906, e está representado na exposição em Vitória.

A paixão pelas touradas começou na infância

Se o circo ganhou espaço na produção de Picasso durante sua vida em Paris, as touradas fizeram parte de sua história desde a infância. Nascido em Málaga, no sul da Espanha, ele era levado pelo pai para assistir às corridas de touros.

Aos oito anos, pintou “O Pequeno Picador Amarelo”, sua primeira obra a óleo conhecida, inspirada justamente em uma cena de arena.

Anos mais tarde, vivendo no sul da França, Picasso voltou a frequentar touradas. Touros, cavalos, toureiros e cenas de arena apareceram em diferentes momentos de sua produção, em desenhos, gravuras, pinturas e cerâmicas.

O touro também se tornou um símbolo recorrente de sua obra. A tauromaquia é outro dos universos apresentados na exposição em Vitória.

Picasso também era supersticioso

Entre os aspectos menos conhecidos de sua trajetória estão as superstições. Picasso mantinha rituais que acreditava ajudarem a afastar maus presságios.

Segundo o Museu Picasso de Paris, ele chegou a enviar regularmente à companheira mechas de cabelo, unhas e peças de roupa. Esses objetos tinham um significado simbólico em sua vida pessoal.

A relação entre superstição, fascínio e temor da morte acompanhou o artista ao longo dos anos e também deixou marcas em sua produção.

Esses episódios ajudam a mostrar que, por trás do artista que transformou a pintura moderna, havia uma personalidade marcada por crenças, rituais, relações intensas e uma busca constante por novas formas de expressão.

A exposição “Picasso, a construção de um gênio — A arte de nunca ser o mesmo” reúne 80 obras originais de Picasso e estabelece uma relação entre as oito décadas do Sesc e a trajetória do artista.

Ao todo, são 120 obras e materiais relacionados à vida e à produção de Picasso, incluindo fotografias, gravuras e cerâmicas. Parte do acervo é apresentada de forma inédita no Brasil e vem de coleções particulares italianas.

A mostra também apresenta trabalhos de artistas ligados ao universo de Picasso, entre eles Dora Maar e Françoise Gilot.

A exposição está no Espaço Cultural do Palácio Anchieta, no Centro de Vitória, e tem entrada gratuita.

Pablo Picasso (1881–1973) foi um dos artistas mais importantes e revolucionários da história. Produziu sua primeira pintura antes dos 10 anos e, ao longo de mais de 70 anos de carreira, criou cerca de 50 mil obras.

Sua trajetória foi marcada pela experimentação e pela passagem por diferentes estilos e linguagens. Seus rostos fragmentados, olhos em diferentes posições e formas geométricas se tornaram uma linguagem reconhecida internacionalmente e ajudaram a transformar os caminhos da arte moderna.

Entre seus trabalhos mais conhecidos estão “Guernica” (1937), “Les Demoiselles d'Avignon” (1907), “A Mulher que Chora” (1937) e “O Velho Guitarrista” (1903).

Picasso, a construção de um gênio — A arte de nunca ser o mesmo

Encerramento: 16 de outubro de 2026

Horários: terça a sexta: 9h às 17h – Sábados, domingos e feriados: 9h às 16h

Local: Espaço Cultural do Palácio Anchieta, Centro de Vitória

Agendamento de grupos: (27) 3636-1031 / (27) 3636-1032 / agendamento.palacio@gmail.com

Mais informações: https://www.instagram.com/picassonobrasil/

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