Portal de Notícias Administrável desenvolvido por Hotfix

Economia

Efeito colateral: venda da UVV pode dar um gás no desenvolvimento de Aracruz via Serra

Antigo dono da UVV, José Luiz Dantas, afirmou que estará à frente da UCL e já tem contatos em Aracruz para formar mão de obra e desenvolver tecnologia na região


UCL pode se tornar um novo polo de tecnologia que vai atender ao crescimento de Aracruz. Crédito: Reprodução

O “day after” da venda da UVV abriu uma nova frente no mercado capixaba de educação. E o fato mais relevante está longe de Vila Velha. É a aproximação entre a UCL o Norte do ES. Mais especificamente de Aracruz. Qual é a relação? A faculdade da Serra, focada em tecnologia, vai ser tocada de mais perto por José Luiz Dantas, antigo dono da UVV. A UCL não entrou na venda e Dantas afirma que já começou um movimento de aproximação do município.“Já estamos em contato para firmar parcerias em Aracruz. A região é a bola da vez, atrai empresas, negócios e quero atuar na região”, disse.

Aracruz não precisa apenas de trabalhadores para ocupar vagas. Precisa formar profissionais capazes de operar, automatizar e desenvolver as indústrias que estão chegando. Aí que entra a UCL, que embora não fique no município, fica bem perto, na Serra.

Essa demanda nasce de uma economia cada vez mais diversificada. A celulose e a atividade portuária continuam como bases importantes. No entanto, agora dividem espaço com a indústria automotiva, fertilizantes, biocombustíveis, rochas ornamentais e logística internacional. O município começa a formar um ambiente no qual uma empresa atrai fornecedores, serviços especializados, centros de formação e soluções tecnológicas.

Os projetos confirmados dão dimensão dessa oportunidade. A fábrica da GWM poderá demandar automação, robótica, inteligência artificial, software automotivo, engenharia elétrica, mecânica e de produção.

O Porto da Imetame abre mercado para sistemas logísticos, controle de cargas, segurança digital, manutenção, bem como operação portuária.

A unidade da Adufértil exigirá conhecimentos de engenharia química, controle ambiental e automação.

Na ZPE, BiomassTrust e Imetame Pedras Naturais acrescentam demandas ligadas a biocombustíveis, processos industriais e beneficiamento de rochas.

Formação de mão de obra também vira negócio

A Associação Movimento Empresarial Aracruz e Região (Amear) colocou a qualificação profissional entre os pilares do projeto “Aracruz do Futuro”. Nesse sentido, a iniciativa planeja o desenvolvimento da região para os próximos dez anos. A UCL, por sua vez, reúne cursos de engenharia, automação, computação, sistemas de informação e logística. Ou seja, uma parceria pode aproximar a formação acadêmica das necessidades reais das empresas, com cursos específicos, pesquisas aplicadas e laboratórios conectados à indústria.

A oportunidade poderá crescer com o que ainda está por vir. O parque de fornecedores da GWM tende a abrir espaço para baterias, eletrônica embarcada, conectividade e novos materiais.

A expansão do Porto da Imetame, a diversificação de Portocel, novas indústrias na ZPE e futuros ramais ferroviários podem exigir rastreamento de cargas, análise de dados, manutenção preditiva e monitoramento ambiental. No entanto, parte dessa carteira ainda depende de contratos, licenças e decisões empresariais. Por isso, Aracruz precisa preparar a mão de obra sem transformar expectativas em vagas que ainda não existem.

O avanço da UCL para a região, sob a condução de José Luiz Dantas, representa mais uma consequência desse movimento econômico. O ativo principal é Aracruz, que já gera negócios a partir dos investimentos contratados e pode acrescentar tecnologia à sua vocação industrial e logística.

Folha Vitoria

Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!

Assine o Portal!

Receba as principais notícias em primeira mão assim que elas forem postadas!

Assinar Grátis!