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Saúde

O que acontece com a pele durante o emagrecimento rápido

O emagrecimento rápido pode provocar flacidez em diferentes regiões do corpo


Imagem; Magnific

As canetas emagrecedoras transformaram a relação de milhões de pessoas com o próprio corpo. Com estudos que apontam perda de 10% a 20% do peso corporal, elas trouxeram resultados que antes pareciam impossíveis sem cirurgia, revolucionando o tratamento da obesidade e diabetes. Mas existe um lado dessa história que ainda chega tarde para muita gente: o que acontece com a pele quando a gordura vai embora rápido demais.

A pele não é apenas uma camada superficial, é o maior órgão do corpo humano. Ela envolve a gordura e o músculo, está colada a essas estruturas e depende delas para se manter firme e sustentada.

Quando a gordura desaparece rapidamente, essa pele perde o apoio que tinha. Ela fica solta. É o que chamamos de flacidez, e não é uma questão estética menor. É uma consequência biológica direta de um processo que o organismo não teve tempo de acompanhar.

Na prática, isso se traduz em rosto com aparência cansada, pele que parece ter “derretido”, perda de contorno na mandíbula e no pescoço, e flacidez principalmente nos braços, no abdômen e nas pernas. A pessoa emagrece e muitas vezes não se reconhece no espelho. Em vez de rejuvenescida, se vê envelhecida. Esse é o resultado de um emagrecimento sem planejamento dermatológico.

A prevenção começa antes da primeira dose

O erro mais comum é buscar o cuidado com a pele depois que a flacidez já apareceu. Mas a janela mais eficaz é justamente antes, quando o tratamento ainda pode agir de forma preventiva, preparando a pele para o processo que está por vir.

Três pilares sustentam esse cuidado preventivo: musculação, ingestão adequada de proteína e bioestimuladores de colágeno. A musculação preserva a massa magra que dá estrutura ao corpo. A proteína fornece os aminoácidos necessários para a produção de colágeno e manutenção da musculatura. E os bioestimuladores, sejam injetáveis ou tecnológicos, estimulam o próprio organismo a produzir e reorganizar as fibras que sustentam a pele.

No consultório, desenvolvemos protocolos específicos para quem está em processo de emagrecimento. Como sabemos que a pessoa vai perder entre 10% e 20% da gordura corporal, conseguimos projetar o tratamento com antecedência. Começamos pelas camadas mais profundas, com tecnologias como o Ultraformer e a radiofrequência, que compactam o tecido e promovem a readesão da pele à estrutura subjacente.

Depois entramos nas camadas mais superficiais, com o Coolfase e o Fotona. Cada tecnologia aquece a derme em temperaturas diferentes, compactando progressivamente as fibras de colágeno. Esse processo dura em média três meses, justamente o período em que os primeiros resultados do emagrecimento começam a aparecer.

Um cuidado que precisa ser coletivo

Emagrecer bem exige mais do que uma caneta. Exige um olhar integrado sobre o corpo. O acompanhamento dermatológico precisa caminhar junto com o endocrinologista, o nutricionista e o treinador. Cada um olhando para o mesmo processo com ferramentas diferentes e todos com o mesmo objetivo: que a pessoa chegue ao resultado desejado com saúde, com a pele firme e com uma aparência que reflita bem-estar real, não apenas menos peso na balança.

Quem emagrece sem esse cuidado corre um risco, em casos mais graves, de flacidez severa, pode ser necessária uma cirurgia para remover o excesso de pele. Uma intervenção muito maior do que qualquer protocolo preventivo exigiria.

A caneta emagrecedora é uma ferramenta poderosa, mas o corpo que ela transforma merece um plano completo, não só para ficar menor, mas para continuar sendo reconhecido por quem o habita.

Folha Vitória

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