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Do meio ambiente à segurança, veja como o ES se saiu no Ranking de Competitividade dos Estados

Estado teve a melhor avaliação em Solidez Fiscal, mas ficou entre os últimos colocados em Segurança Pública e Potencial de Mercado

Por Redação em 27/08/2026 às 21:00:28
Foto: Thiago Soares/Folha Vitória

Foto: Thiago Soares/Folha Vitória

O Espírito Santo está em 5º no Ranking de Competitividade dos Estados divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O Estado ficou com índice de 67,24 nos dados divulgados e sua posição varia entre os pilares que avaliam cada Estado.

Divulgado nesta quinta-feira (27), segundo os organizadores, o ranking avalia a capacidade do Estado de promover o bem-estar social por meio de um conjunto de ações, instituições e políticas. A avaliação analisa dados disponibilizados pelos próprios governos estaduais e divididos em dez pilares com pesos diferentes e 100 indicadores.

Além do ranking geral, o estudo mostra rankings de Sustentabilidade Ambiental, Capital Humano, Educação, Eficiência da Máquina Pública, Infraestrutura, Inovação, Potencial de Mercado, Solidez Fiscal, Segurança Pública e Sustentabilidade Social.

O Espírito Santo avançou duas posições em relação ao ranking de 2025. O avanço é devido, principalmente, ao desempenho em solidez fiscal, em que o Estado aparece em primeiro pelo terceiro ano seguido. Por outro lado, o pior desempenho foi em potencial de mercado, ficando em 20º, tendo perdido duas posições.

O Estado ficou ainda em 2º em infraestrutura, 4º em eficiência da máquina pública, 6º em sustentabilidade ambiental, 7º em inovação e em sustentabilidade social, 8º em capital humano, 10º em educação e 19º em segurança pública.

PosiçãoEstadoPontuação1ºSanta Catarina87,062ºSão Paulo80,683ºParaná76,304ºRio Grande do Sul68,00Espírito Santo67,246ºDistrito Federal62,437ºMinas Gerais60,238ºGoiás59,469ºMato Grosso59,0810ºMato Grosso do Sul55,1511ºCeará54,0412ºParaíba53,9213ºRio de Janeiro50,0114ºAmazonas48,9915ºRio Grande do Norte46,9416ºSergipe44,9617ºPernambuco43,5718ºAlagoas42,9919ºPiauí39,3620ºRondônia36,3321ºBahia36,1122ºRoraima35,6923ºMaranhão34,1224ºTocantins33,3325ºPará32,8126ºAcre24,7327ºAmapá24,50

Veja o desempenho em todos os pilares

Segurança Pública do Estado preocupa

A segurança pública é a segunda pior colocação do Espírito Santo no ano, que ocupa a 19ª. Apesar disso, ganhou quatro posições em relação ao ano passado. O índice do Estado é de apenas 21,1, próximo do Rio de Janeiro, com 21,18. O peso é de 11,3%.

A segurança pública do ES só está à frente de Alagoas, Piauí, Bahia, Roraima, Acre, Rondônia, Tocantins e Amapá.

Este pilar avalia 11 indicadores e o que o Espírito Santo aparece melhor colocado é em atuação do sistema de justiça criminal, em 10º lugar. É o penúltimo em morbidade hospitalar por acidente de trânsito e o 21º em mortalidade no trânsito e em presos sem condenação.

Sustentabilidade Ambiental cai duas posições

O Espírito Santo ficou em 6º no ranking de sustentabilidade ambiental, duas posições abaixo do resultado de 2025. O pilar avalia o desenvolvimento econômico nas áreas rural e urbana atrelado às restrições ambientais.

De acordo com o CLP, o melhor desempenho está associado a um padrão ambientalmente sustentável de desenvolvimento econômico. O ES atingiu o índice de 84,8 no pilar, que tem peso de 11,3%.

Entre os 13 indicadores, o Estado foi líder em transparência das ações de combate ao desmatamento e em serviços urbanos. Por outro lado, foi o 24º em variação do desmatamento e 22º em área protegida na esfera estadual.

Em capital humano, o Estado fica na posição do ranking, duas colocações acima que no ano passado. O desempenho foi de 72,22, líder na região sudeste e o peso do pilar é de 7,1%.

O pilar considera a qualificação da mão de obra local, avaliando o nível educacional dos trabalhadores, aspectos ligados à inserção no mercado de trabalho e os impactos na produtividade.

Dos nove indicadores, o ES aparece em 2º em subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e 5º em inserção econômica, mas o 19º em custo de mão de obra e 15º em qualificação dos trabalhadores.

O Espírito Santo teve o 10º melhor desempenho no ranking de educação, com índice de 72,63. O Estado está três posições abaixo do ranking de 2025. O peso do pilar é de 11,3%.

Segundo o CLP, a avaliação da educação está associada ao potencial de desenvolvimento econômico e social. A melhora está atrelada não só à qualificação e valorização dos docentes, mas principalmente à gestão das unidades educacionais.

São sete indicadores avaliados, sendo que o Estado fica em 1º na avaliação da educação em 2026, 4º no IDEB de 2023, 5º no Enem de 2025 e o 6º em oportunidade na educação. Por outro lado, é o 17º em taxa de atendimento do ensino infantil, taxa de frequência do ensino médio e em 15º em frequência do ensino fundamental.

Eficiência da Máquina Pública

O Estado aparece em na máquina pública, quatro posições acima que em 2025. O pilar leva em conta a criação de mecanismos de incentivos para a construção do governo. O índice foi de 75,14 e o peso é de 10,5%.

São avaliados 11 indicadores. O ES ficou em 1º em transparência, 3º em custo do judiciário e 4º em custo do executivo por PIB. Por outro lado, foi apenas o 25º em produtividade dos magistrados e servidores judiciários, 24º em eficiência do judiciário e 23º em equilíbrio de gênero no emprego público estadual.

Vice-líder no ranking de infraestrutura, o Espírito Santo atingiu o índice de 64,94, ficando atrás somente de São Paulo, que atingiu nota máxima. O ES manteve sua posição no ranking, que tem o maior peso: 11,3%.

Dos 10 indicadores, o Estado lidera em acesso à energia elétrica e fica em 5º no custo de saneamento básico, mas aparece em 20º em qualidade do serviço de telecomunicações e em 15º na disponibilidade de voos diretos.

Em inovação, com peso 7,1%, o Espírito Santo aparece na colocação, quatro acima que no ano passado, com 69,42 de índice.

O pilar avalia a introdução de novas técnicas e métodos que transformam positivamente os processos existentes no interior das empresas, organizações e da sociedade em geral.

Dos sete indicadores, o Estado se destaca em pesquisa científica, na 3ª posição, e fica em 6º em bolsas de mestrado e doutorado. Por outro lado, é o 18º em investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento e o 11º em informação e comunicação.

O pilar em que o ES é o pior avaliado é o de potencial de mercado, na 20ª colocação, caindo duas posições. O índice é de apenas 48,84 e o peso é de 9,1%.

No pilar, é avaliado o tamanho e a dinâmica da economia do Estado, além da atratividade para o investimento de empresas.

São sete indicadores avaliados, sendo que o Estado fica em 3º em inadimplência e comprometimento de renda, mas é apenas o 25º em taxa de crescimento, 24º em volume de crédito e o 20º em qualidade de crédito para pessoa física.

Melhor rankeado em solidez fiscal, o Espírito Santo tem nota máxima no quesito, que tem 10,5% de peso, e mantém a liderança há três anos. O pilar avalia a capacidade do Estado de manter as receitas acima das despesas, resultados fiscais positivos e controle da dívida pública.

São nove indicadores, sendo que o ES lidera três deles: regra de ouro, solvência fiscal e poupança corrente. O pior desempenho é em sucesso do planejamento orçamentário, ficando em 22º, e em resultado primário, em 14º.

No ranking, o Espírito Santo fica na posição, mantendo sua colocação, com 66,76 de índice. O pilar tem peso de 11,3%.

A sustentabilidade social leva em conta a qualidade de vida e a vulnerabilidade dos moradores do Estado atreladas às ações governamentais e o acesso a direitos fundamentais e sociais.

O pilar inclui 16 indicadores, sendo que o ES tem o 5º melhor desempenho em inadequação de moradia, desigualdade de renda e em acesso ao esgoto. Porém, é o 24º em trabalho infantil e o 21º em mortalidade precoce.

Fonte: Folha Vitoria

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