Antônio Marcelino Gobbi tinha saído de casa para ir ao dentista na Praia da Costa. Foto: Acervo pessoal e Câmera de videomonitoramento
Familiares de Antônio Marcelino Gobbi, de 79 anos, encontrado morto nesta quarta-feira (26), na Ilha da Fumaça, em Vitória, acreditam que o idoso foi sequestrado e morto por criminosos.
Antônio saiu de casa na manhã de terça-feira (25) para ir ao dentista, na Praia da Costa, mas não chegou ao consultório.
O idoso foi enterrado na tarde desta quinta-feira (27), em um cemitério particular de Ponta da Fruta, em Vila Velha. De acordo com a família, Antônio conhecia bem a Praia da Costa, mas os filhos sempre o acompanhavam em consultas.
Um dos filhos do idoso, Bruno Abraão Gobbi, que mora em Linhares, no Norte do Espírito Santo, era o responsável pelas contas bancárias do pai. Ele acredita que Antônio tenha sido sequestrado no caminho para o consultório.
Ele afirmou que passou a receber alertas sobre tentativas de transações financeiras. Ele disse que recuperou a senha do e-mail de Antônio e encontrou solicitações relacionadas a empréstimos e cartões de crédito.
“Eu verifiquei que tinha várias solicitações para empresas financeiras, de empréstimo, de cartão de crédito, coisas, movimentações financeiras”, afirmou.
Segundo Bruno, uma gerente bancária informou que o sistema da conta foi acessado às 21h19 do dia 25. O filho disse que não fez o acesso e que o pai não sabia usar aplicativos bancários.
“Fui verificar na conta bancária dele, no aplicativo, e vi que alguém tentou acessar o aplicativo por duas vezes e falhou. O aplicativo me deu um alerta que se eu errasse mais uma vez seria bloqueado”, disse.
Ainda segundo ele, os familiares acreditam que o idoso tenha sido assassinado após as tentativas de transações bancárias terem sido frustradas.
“Acho que eles tentaram até a noite, depois bateram nele e jogaram na Ilha da Fumaça e ele morreu afogado”, afirmou.
Corpo localizado em Vitória
A polícia realizou diligências com familiares de Antônio durante a quarta-feira, até que o corpo foi localizado no fim do dia. Inicialmente, surgiu a informação de que o corpo teria sido encontrado no bairro Ilha das Flores, em Vila Velha, mas a família afirmou que o local foi a Ilha da Fumaça, em Vitória.
De acordo com os familiares, o laudo emitido pelo Instituto Médico-Legal (IML) apontou afogamento como causa da morte. Bruno afirmou que funcionários da funerária teriam identificado marcas na testa e na nuca do idoso durante a preparação do corpo.
“A funerária que preparou o corpo falou que identificou várias marcas de pancadas na testa e na nuca”, relatou o filho.
Bruno acredita que o pai tenha sido abordado por criminosos após sair de casa e levado para tentativas de operações financeiras. A hipótese foi levantada pelo familiar e não foi confirmada pela polícia.
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado como encontro de cadáver e encaminhado ao Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa. O prazo informado para a emissão do laudo pericial é de dez dias.
Fonte: Folha Vitória