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Saúde

Gripe pode levar a infarto, AVC e pneumonia; entenda

Muito além dos sintomas respiratórios, a influenza pode agravar doenças preexistentes e provocar complicações graves


Imagem de stefamerpik no Magnific

A gripe costuma ser encarada como uma doença passageira, marcada por febre, tosse, dor no corpo e alguns dias de repouso. No entanto, para algumas pessoas, o vírus influenza pode desencadear complicações muito além do sistema respiratório.

A inflamação provocada pela infecção pode agravar doenças já existentes e aumentar o risco de pneumonia, infarto e acidente vascular cerebral (AVC), principalmente entre idosos e pacientes com doenças crônicas.

Segundo a pneumologista e médica do sono Jéssica Polese, um dos principais equívocos é acreditar que a gripe afeta apenas os pulmões. Ela explica que a resposta inflamatória provocada pelo vírus atinge todo o organismo e pode descompensar doenças que estavam controladas.

Em quem convive com doenças cardíacas, diabetes, doenças pulmonares ou apresenta imunidade mais fragilizada, essa inflamação pode romper um equilíbrio que vinha sendo mantido. Muitas vezes, o paciente não é internado apenas pela ação do vírus, mas porque a infecção agravou uma condição que já existia

Jéssica Polese, pneumologista e médica do sono

Inflamação pode afetar coração, cérebro e pulmões

De acordo com a especialista, a resposta inflamatória aumenta o esforço do organismo, altera o funcionamento dos vasos sanguíneos e favorece o aparecimento de complicações em diferentes órgãos.

Nos pulmões, a gripe pode evoluir para pneumonias virais ou facilitar infecções bacterianas. Já no sistema cardiovascular, estudos apontam que o risco de infarto e AVC aumenta nos dias seguintes ao diagnóstico de influenza, especialmente entre pessoas que já possuem fatores de risco.

Por isso, a médica reforça que a gripe não deve ser subestimada, principalmente por quem faz parte dos grupos mais vulneráveis.

Idosos nem sempre apresentam os sintomas clássicos

Nos idosos, os sinais da gripe podem ser diferentes dos observados em adultos mais jovens. Em vez de febre alta e tosse intensa, é comum que a doença se manifeste com sintomas mais discretos.

Sonolência excessiva, confusão mental, perda de apetite, fraqueza e piora repentina do estado geral podem ser os primeiros indícios de que algo está errado.

“Essa apresentação menos típica pode atrasar a procura por atendimento. Muitas famílias acreditam que o idoso está apenas mais cansado ou indisposto, quando, na realidade, ele já pode estar evoluindo com uma complicação importante”, alerta Jéssica Polese.

Quando procurar atendimento?

A vacinação continua sendo a principal forma de prevenir hospitalizações e mortes por gripe. Ainda assim, acompanhar a evolução dos sintomas é fundamental.

Segundo a pneumologista, sinais como falta de ar, piora do estado geral, dificuldade para realizar atividades simples ou uma recuperação que demora mais do que o esperado indicam a necessidade de avaliação médica.

Dificuldade para realizar atividades simples;

Recuperação que não acontece como esperado.

Na influenza, agir cedo pode evitar que uma infecção respiratória evolua para um quadro muito mais grave.

Jéssica Polese, pneumologista e médica do sono

Folha Vitória

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