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Saúde

Anvisa aprova versão brasileira da caneta emagrecedora Ozempic

Ozivy, nova caneta emagrecedora brasileira aprovada pela Anvisa, usa o mesmo princípio ativo do Ozempic


Ozempic. Foto: Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta terça-feira (26) a primeira caneta emagrecedora brasileira feita com semaglutida sintética, o mesmo princípio ativo utilizado no famoso Ozempic.

O novo medicamento recebeu o nome de Ozivy e foi desenvolvido pela EMS após o fim da patente do Ozempic no Brasil, encerrada oficialmente em março deste ano.

As informações foram divulgadas pela CNN Brasil. A decisão movimentou o mercado farmacêutico porque abre espaço para o avanço de versões nacionais das chamadas “canetas emagrecedoras”, categoria que ganhou enorme popularidade nos últimos anos devido aos efeitos no controle do diabetes e na perda de peso.

O QUE É O OZIVY?

O Ozivy faz parte da categoria de medicamentos conhecidos como GLP-1, mesma classe utilizada pelo Ozempic.

Esses medicamentos agem imitando um hormônio natural do organismo ligado:

à sensação de saciedade;

e à redução do apetite.

Na prática, o medicamento ajuda o corpo a controlar melhor os níveis de açúcar no sangue e também pode contribuir para a perda de peso.

Por causa desses efeitos, os remédios à base de semaglutida se tornaram extremamente populares nos últimos anos, principalmente nas redes sociais e entre pessoas que buscam emagrecimento.

POR QUE O OZEMPIC VIROU FEBRE?

Originalmente criado para o tratamento do diabetes tipo 2, o Ozempic passou a chamar atenção mundial devido aos relatos de perda rápida de peso.

Com isso, o medicamento ganhou enorme visibilidade após:

influenciadores começarem a relatar uso;

celebridades associarem o remédio ao emagrecimento;

e vídeos sobre transformação corporal viralizarem nas redes.

O resultado foi um crescimento explosivo da procura pelas chamadas “canetas emagrecedoras”.

Em vários momentos, inclusive, farmácias registraram falta do medicamento devido à alta demanda.

OZIVY É CONSIDERADO GENÉRICO?

Não. Segundo a Anvisa, a legislação brasileira não prevê a categoria de “genéricos” para medicamentos biológicos.

Por isso, o Ozivy foi enquadrado tecnicamente como um “medicamento novo”, apesar de utilizar o mesmo princípio ativo do Ozempic.

Para obter aprovação, a EMS precisou passar por todo o processo regulatório de comprovação de:

e desempenho farmacêutico.

O pedido havia sido protocolado pela farmacêutica ainda em 2023.

A CANETA BRASILEIRA JÁ PODE SER VENDIDA?

Ainda não. Apesar da aprovação sanitária, o medicamento ainda precisa passar pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), responsável por definir o preço máximo autorizado para comercialização.

Somente depois dessa etapa a EMS poderá anunciar:

e disponibilidade nas farmácias.

Ou seja, ainda não existe uma data confirmada para a chegada do Ozivy ao mercado brasileiro.

O MEDICAMENTO PODE CHEGAR AO SUS?

Existe essa possibilidade, mas ela depende de novas análises.

Para ser incorporado ao Sistema Único de Saúde, o medicamento ainda precisará:

passar pela avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec);

receber recomendação favorável;

e obter aprovação do Ministério da Saúde.

Esse processo costuma incluir estudos sobre custo-benefício, impacto financeiro e eficácia clínica.

ESPECIALISTAS ALERTAM PARA O USO SEM ORIENTAÇÃO

Apesar da popularidade, médicos e especialistas reforçam que medicamentos à base de semaglutida não devem ser utilizados sem acompanhamento profissional.

Isso porque o uso inadequado pode provocar efeitos colaterais importantes, como:

e episódios de hipoglicemia.

Além disso, especialistas lembram que a caneta emagrecedora não substitui:

alimentação equilibrada;

prática de atividade física;

acompanhamento nutricional;

APROVAÇÃO PODE MUDAR O MERCADO BRASILEIRO

A aprovação do Ozivy marca um momento importante para o mercado farmacêutico nacional.

Com a chegada de uma versão brasileira da semaglutida, existe expectativa de:

e possível redução de preços futuramente.

Nos últimos anos, o alto custo das canetas emagrecedoras se tornou uma das principais reclamações de pacientes que dependem do medicamento para tratamento contínuo.

Agora, o avanço de versões nacionais pode abrir uma nova fase no mercado dos medicamentos voltados ao controle glicêmico e ao emagrecimento.

Folha Vitória

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