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Saúde

Hipoglicemia mata? Especialista alerta sobre riscos da insulina para fins estéticos

Especialista explica como o "apagão" de energia afeta o organismo e faz alerta sobre o uso de substâncias sem orientação no meio esportivo


Muitas pessoas associam a queda de açúcar no sangue a uma tontura leve ou a um mal-estar passageiro que se resolve com um doce. No entanto, o problema pode evoluir para cenários graves e o alerta serve para toda a população: hipoglicemia mata. No universo do esporte e das academias, onde rotinas de treinos exaustivos e dietas restritivas são comuns, o risco se torna ainda mais preocupante.

Para entender como essa pane metabólica funciona e quais são os reais perigos do uso de substâncias para fins estéticos, conversamos com a nutricionista Milena Zambom, da Bluzz Saúde.

O QUE É A HIPOGLICEMIA E COMO ELA AFETA O CORPO?

De forma simples, a hipoglicemia é a queda da glicose no sangue, geralmente quando os níveis ficam abaixo de 70 mg/dL. O grande perigo está no fato de que a glicose é o combustível principal do nosso cérebro.

De acordo com a nutricionista Milena Zambom, quando o açúcar despenca, o corpo entra em estado de desespero.

O organismo reage liberando adrenalina e outros hormônios para tentar equilibrar a situação. É isso que causa sintomas como tremores, suor frio, tontura e fraqueza. Quando a queda é intensa, o quadro evolui para confusão mental, desmaio e convulsões

Milena Zambom, nutricionista

POR QUE A CONDIÇÃO PODE SER FATAL?

Nos casos mais severos, a falta de energia faz o cérebro começar a “desligar”. Sem combustível, o paciente pode entrar em coma.

Porém, a especialista faz um alerta importante sobre o coração: a descarga violenta de adrenalina que o corpo libera para tentar se salvar do apagão tem efeitos colaterais graves. “Essa reação pode provocar arritmias cardíacas graves e aumentar o risco de morte súbita”, afirma Milena.

O PERIGO DO USO CLANDESTINO DE INSULINA

Um dos pontos mais críticos discutidos por profissionais da saúde atualmente é o uso indevido de insulina no meio do fisiculturismo e da musculação pesada. Algumas pessoas utilizam o hormônio sem qualquer receita ou necessidade médica, buscando acelerar o ganho de massa muscular (efeito anabólico).

Milena Zambom adverte que essa prática funciona como uma roleta russa, mesmo para quem se considera saudável.

A função da insulina é reduzir rapidamente a glicose no sangue. Sem o acompanhamento de um médico, uma única aplicação errada pode causar uma hipoglicemia severa em questão de minutos. O resultado disso pode ser um desmaio imediato, convulsões e até a morte

Milena Zambom, nutricionista

CANSAÇO DO TREINO OU SINAL DE ALERTA?

Para quem frequenta a academia e treina pesado, pode ser difícil diferenciar a exaustão física de um princípio de hipoglicemia. A especialista ensina a separar os dois cenários:

Cansaço normal: É aquela fadiga muscular que melhora progressivamente após o descanso e uma boa refeição.

Sinal de “apagão”: É um mal-estar agudo acompanhado de tremores, suor frio, tontura forte, visão embaçada e desorientação.

Ao menor sinal desses sintomas de alerta, a orientação é buscar ajuda médica imediata e interromper qualquer atividade física ou protocolo de restrição alimentar.

Folha Vitória

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